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Morto na frente da filha e da esposa no centro de Niterói

relogio min de leitura | Redação 16 de junho de 2015 - 11:34

Corpo de Carlos Jorge foi sepultado, ontem à tarde, no Cemitério do Maruí, sob a indignação de cerca de 200 amigos e familiares

Foto: Julio Diniz

Por Thuany Dossares e Elena Wesley

Após sair de um parque de diversões com a família, o marinheiro mercante Carlos Jorge Honoratto Calmon, de 33 anos, foi morto ao reagir a uma tentativa de assalto, no centro de Niterói, no final da noite de domingo. Um menor de 16 anos, apreendido pela PM, confessou ter sido o autor do disparo que atingiu a vítima.

Segundo testemunhas, o crime ocorreu por volta das 22h, na Rua Marechal Deodoro, próximo à Avenida Visconde Rio Branco. Carlos - que estava acompanhado da filha de 7 anos e da esposa - teria percebido que seria assaltado por dois rapazes e acelerou o carro, um Citroen C3 preto.

Em seguida, o adolescente atirou contra o veículo com um revólver calibre 38, acertando a vítima numa das costelas. Mesmo baleado, o marinheiro tentou fugir, mas acabou batendo contra um poste, que desabou. Ele chegou a ser socorrido para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, mas não resistiu aos ferimentos.

O delegado Fábio Barucke, diretor da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo, contou que o segundo suspeito seria um adolescente de 17 anos.

“Já temos a identificação do outro menor, e ele seria morador do Jardim Catarina, em São Gonçalo, assim como esse que já foi capturado. Estamos realizando buscas. Já temos policiais na rua atrás do adolescente e a apreensão dele é questão de tempo”, explicou Barucke.

Prisão - O autor do disparo foi apreendido por policiais do12ºBPM (Niterói) enquanto tentava se esconder atrás de um ônibus, no Terminal Rodoviário de Niterói. No momento da ação, ele teria confessado o crime e dito que o seu comparsa conseguiu fugir levando a arma.

Apreendido por PMs, menor confessou ter sido autor do disparo
Apreendido por PMs, menor confessou ter sido autor do disparo

Enterro - Cerca de 200 pessoas compareceram ao enterro de Carlos, na tarde de ontem, no Cemitério Maruí, no Barreto, em Niterói. Familiares, vizinhos e amigos não conseguiam esconder a dor da perda. Em homenagem ao marinheiro, muitos vestiam a camisa que representava uma de suas maiores paixões, o Vasco. Músicas alusivas ao clube de futebol também foram entoadas.

A mulher da vítima, muito abalada, precisou ser amparada por pessoas próximas, pouco depois do fim do enterro.

“A ficha ainda não caiu. É inacreditável ver a vida de um amigo, uma pessoa dedicada à família ser tirada assim”, declarou Diogo Teixeira, amigo da vítima.

Outros amigos do marinheiro falavam com indignação sobre mais um episódio de violência em Niterói. Um deles, que preferiu o anonimato, destacou que Carlos era uma pessoa cativante e que tinha facilidade em fazer amizades.

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