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Taxista é preso por suspeita de estuprar passageira em Niterói

relogio min de leitura | Redação 13 de junho de 2015 - 16:19

Marcelo morava no Caramujo

Foto: Divulgação

Por Renata Sena

Com medo da onda de violência da noite do Rio, uma jovem, de 19 anos, acreditou que estaria mais segura se pegasse um táxi para voltar para casa, na Penha, após sair de uma festa na Lapa, na madrugada de quarta-feira. O que ela não poderia imaginar, no entanto, é que o taxista Marcelo Alvelino Nascimento, de 45 anos, desviaria o trajeto e transformaria o final da noite num filme de terror, com agressões e estupro, no Complexo do Caramujo, na Zona Norte de Niterói.

Segundo a polícia, a vítima solicitou uma corrida ao taxista, no início da madrugada de quarta-feira, na Lapa, com destino à Penha, na Zona Norte do Rio, mas acabou adormecendo durante o trajeto. Quando acordou, a jovem estava nua, dentro de uma casa com o taxista, que também estava sem roupas.

Assustada, ela se vestiu rapidamente e tentou fugir, mas foi alertada pelo acusado que os traficantes da comunidade não iam gostar de uma confusão, que poderia atrair a presença de policiais.

Fingindo acreditar que seria levada para casa, a jovem aceitou entrar novamente no táxi e descobriu que estava no Complexo do Caramujo, em Niterói.

Quando o táxi passava em frente ao posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na Ponte Rio-Niterói, ele tentou se jogar do carro, mas foi impedida e agredida por Marcelo. O taxista dirigiu até a Penha, onde voltou a agredir a vítima e ainda tentou jogá-la num valão.

“Foi uma briga intensa, ele a agrediu bastante e ela tentou reagir sempre. A menina chegou a assumir o volante, mas como não sabe dirigir, continuou apanhando até o momento em que conseguiu escapar a pé”, explicou o delegado Carlos Eduardo Rangel, responsável pela investigação.

Investigação - Após conseguirem a placa do veículo, os policiais chegaram ao proprietário do automóvel, que explicou que o táxi rodava durante a madrugada com um motorista auxiliar. Preso por agentes da 22ªDP (Penha) no centro do Rio, Marcelo, que é morador do Caramujo, acabou sendo reconhecido pela vítima. Ele vai responder por estupro de vulnerável e cárcere privado.

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