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Morto após ser retirado de festa pode ter sido vítima do Bonde do 3N

Crime aconteceu no último domingo

relogio min de leitura | Redação 16 de outubro de 2019 - 16:00
Guilherme Cruz tinha 24 anos e deixa um filho
Guilherme Cruz tinha 24 anos e deixa um filho -

De acordo com investigações da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNISG), Guilherme Cruz, de 24 anos, que foi morto após ser retirado de uma festa, na noite do último domingo (13), no Laranjal, em São Gonçalo, teria sido vítima de um 'bonde' liderado por Thomas Jayson Gomes Vieira, o 3N, líder do Terceiro Comando Puro (TCP) no município.

Conforme relatos de testemunhas ao policiais, homens encapuzados entraram na festa, em um sítio na Avenida Cardeal Arcoverde, no Laranjal, por volta das 22h, foram direto até onde estava Guilherme, e o questionaram se ele queria ser morto na frente dos convidados ou se teria algo para falar do lado de fora.

Segundo a polícia, acreditando que iria convencer os traficantes a não efetuarem os disparos, a vítima saiu do interior da festa e acabou atingido por vários disparos, sendo encontrado morto na Rua Mário Alencar, próximo ao sítio. Guilherme deixou um filho pequeno.

Os policiais da DHNISG procuram descobrir também a motivação do crime.

O corpo da vítima foi levada para o Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó, em São Gonçalo. O caso segue sob a investigação da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG), que busca imagens de câmeras de seguranças da região com o objetivo de identificar os responsáveis pelos disparos.

Segundo a polícia, o 'bonde' de 3N tem agido para intimidar moradores da região ou amigos ou conhecidos de qualquer pessoa que tenha algum tipo de ligação com a facção rival, o Comando Vermelho (CV).

Uns dos alvos seriam amigos e familiares do traficante Wallace José Fernandes Melo, o JR, ex-chefe do tráfico de drogas do Morro da Caixa D’água, no Vila Três e no Jardim Miriambi, em São Gonçalo, morto durante operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) no Complexo do Salgueiro, em 2016, junto com Nicolas Labre Pereira de Jesus, o Fat Family e Bruno César de Souza Pereira, o Danado.

É que, JR era ligado a facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) e teria 'pulado' para o Comando Vermelho, pouco tempo antes de ser morto, após integrantes do TCP invadirem a sua área de atuação e expulsarem seus 'soldados'.

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