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Acusado de tortura de adolescente, traficante comemora aniversário com exibição de fuzis em São Gonçalo

Criminoso completou 33 anos na última quinta-feira (3)

relogio min de leitura | Redação 05 de outubro de 2019 - 09:02
Criminoso completou 33 anos na última quinta-feira (3)
Criminoso completou 33 anos na última quinta-feira (3) -

Acusado de ordenar tortura de uma adolescente, de 16 anos, e uma das lideranças do Comando Vermelho em São Gonçalo, o traficante Leilson Ferreira Fernandes, o Pivete ou Pereirinha, comemorou o seu 33° aniversário, na última quinta-feira (3), com fogos e exibição de fuzis na comunidade da Rua da Feira, no Barro Vermelho, em São Gonçalo.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, traficantes ligados ao criminoso fazem uma comemoração ao aniversário do chefe do tráfico de drogas da Rua da Feira com exibição de armas de grosso calibre e grande quantidade de fogos.

“É a tropa do homem, p*.. ‘Complexão, mané. Peita a tropa do homem”, diz um criminoso em um dado momento do vídeo, que já foi compartilhado em páginas ligadas a facção criminosa.

Pivete é neto do ex-sargento da PM Ilson Francisco Fernandes, o Passarinho, e pulou da ADA para o CV, após perder o controle do tráfico de drogas da região, que estava sob o domínio de familiares, desde a década de 80, para o TCP, em julho deste ano. Entretanto, com apoio de traficantes de outras localidade, conseguiu retomar o “morro” dias depois durante intensos confrontos armados com a facção rival.

Tortura de adolescente - O traficante é acusado de ser o mandante da tortura de uma adolescente, de 16 anos, em março deste ano, no Morro da Coréia, no Pita, em São Gonçalo, também controlado pelo Comando Vermelho.

Segundo a 73ªDP, responsável pelo cado, o crime foi cometido porque o marido da menina é suspeito de cometer assaltos. Primeiro, uma mulher e um homem cortaram e rasparam completamente o cabelo da vítima. A cena foi filmada pelos bandidos, que chegaram apontar uma submetralhadora para a menina. “Sabe o que você faz? Cê leva de exemplo pra lá onde cê mora, fala ‘olha aí óh, o que os capeta do ADA fizeram (sic)”, dizia um dos traficantes, enquanto cortava o cabelo da jovem com uma tesoura.

Depois de deixar a adolescente careca, a traficante deu uma surra na menina com uma mangueira de borracha e a ordenou dizer que não podia roubar na Coréia. De acordo com as investigações, Pivete deu autorização para a tortura e ficou coordenando a ação dos cerca de dez ‘soldados’ que participaram das agressões.

Durante as gravações, os traficantes ordenaram que a menina fizesse um ‘L’ com as mãos, em referência a Leilson.

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