Bermuda do avesso chama atenção da polícia em caso de homicídio em São Gonçalo
Suspeito poderia estar tentando esconder marcas de sangue

Uma semana depois da tortura e morte da professora Angélica Lima, de 42 anos, agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) já descobriram que o principal suspeito do crime entrou na casa da vítima pelos fundos da residência, cerca de três minutos após a sua chegada. Segundo testemunhas, a vítima teria chegado em casa, por volta das 20h do último dia 23, e foi surpreendida com a presença do criminoso.
Imagens de uma câmera de segurança de um estabelecimento próximo a residência da vítima flagraram o suspeito saindo do local do crime e caminhando pela rua. Um fato que chamou a atenção da polícia foi que a bermuda utilizada pelo suposto agressor estava ao avesso.
Após ser surpreendida pelo assassino, a vítima teria realizado pedidos de socorro que foram abafados pela cantoria de um culto evangélico realizado em frente a sua residência na Rua Manoel Gonçalves Montes, no Rio do Ouro. O criminoso a agrediu com socos, puxões de cabelo, tesouradas e usou um ferro de passar roupa para ferir a vítima. Além disso, Angelica chegou a ser enforcada por um cabo utilizado pelo assassino. Não há informações sobre a autoria e a motivação do crime.
Mesmo bastante machucada e com ferimentos espalhados por todo o seu corpo, Angélica conseguiu pegar o telefone e pediu socorro a sua irmã, que a levou para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e faleceu na unidade de saúde.
Angélica era educadora de uma creche particular no Ingá, na Zona Sul de Niterói e não tinha filhos.