Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,0748 | Euro R$ 5,8452
Search

Policiais recebem curso sobre atuação na Patrulha Maria da Penha

A proposta é oferecer um atendimento mais rápido e humanizado

relogio min de leitura | Redação 03 de setembro de 2019 - 11:25
Curso tem a duração de uma semana
Curso tem a duração de uma semana -

Por Daniel Magalhães 

Na última segunda-feira (2), policiais militares das quatro unidades operacionais do 4º Comando de Policiamento de Área (CPA ) - 7º BPM (São Gonçalo), 12º BPM (Niterói), 25º BPM (Cabo Frio) e 35º BPM (Itaboraí) iniciaram o treinamento para atuação no Programa 'Patrulha Maria da Penha - Guardiões da Vida', criado no início de agosto para prevenir a violência doméstica. 

O curso que acontece no 12º BPM (Niterói), tem como objetivo aproximar ainda mais órgãos e profissionais que lidam com esse problema social. As aulas terão duração de uma semana e, é feito a partir de três pilares: a sensibilização, o conhecimento conceitual e jurídico sobre a Lei Maria da Penha e outras leis de proteção às mulheres, e as técnicas de abordagem e uso racional da força adaptadas ao contexto da violência doméstica e familiar.

Os palestrantes do curso são juízes, promotores de Justiça, delegadas especializadas no tema, defensores públicos, oficiais e praças da Polícia Militar, além de representantes da rede de atendimento à mulher em situação de violência.

Segundo a Major Cláudia Moraes, sub-chefe do Escritório do Programa de Prevenção da PM, este curso é um importante passo para que as mulheres que sofrem com esse problema tenham um atendimento mais direcionado e rápido.

 "Nos primeiros quatro meses deste ano, tivemos mais de 24 mil atendimentos de crime contra a mulher por meio do número de ocorrência emergencial (190), só na região metropolitana. Por isso, a instituição percebeu que havia a necessidade de uma especialização, já que violência doméstica é uma das ocorrências que mais recebemos. E tenho certeza que essa medida vai trazer mais segurança para a vida das mulheres de São Gonçalo, que já tem o Centro de Atendimento à mulher, a delegacia especializada, a Defensoria Pública voltada para o acolhimento da vítima e outros órgãos. Eu acho que temos tudo para ajudar as mulheres do município", explicou.   

Marisa Chaves, coordenadora do Centro de Referência para as Mulheres UFRJ e fundadora do Movimento das Mulheres de São Gonçalo, foi quem abriu a o curso e falou sobre a importância da rede especializada de atendimento à mulher.

"O que achei importante e inovador. A implementação da patrulha não é só na Guarda Municipal, como em alguns estados, mas em todos os batalhões da Polícia Militar do Estado,com policiais que possuem telefone e viaturas próprias para as equipes da patrulha, que vão trabalhar em regime de plantão. É ótimo saber também que a turma estava com 25 policiais, tanto homem como mulheres, que aderiram ao projeto instantaneamente e não por determinação", disse Marisa.

As equipes serão formadas por dois policiais militares, sendo um homem e uma mulher, que vão atuar em dias alternados, das 8h às 18h e, além de apoiar os já existentes órgãos que oferecem atendimento à mulher na Região Metropolitana, os policiais acompanharão mulheres que tenham sido ameaçadas e estão com medida protetiva expedida pela Justiça.

O atendimento emergencial de 24 horas - número 190 - continuará sendo feito pelo serviço de radiopatrulha, com os policiais recebendo orientação técnica da equipe do novo programa. Os batalhões também estão com uma 'sala lilás', que oferece atendimento especializado para as mulheres que estejam passando por violência doméstica ou queiram realizar alguma denúncia.  

Estagiário sob supervisão de Marcela Freitas 

Matérias Relacionadas