Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,0748 | Euro R$ 5,8452
Search

Após prisão de serial killer, polícia vai reabrir inquéritos de 2014 e 2015

Pelo menos três mulheres disseram ter escapado dos ataques de Marinésio

relogio min de leitura | Redação 27 de agosto de 2019 - 16:10
Marinésio dos Santos Olinto é considerado um assassino em série
Marinésio dos Santos Olinto é considerado um assassino em série -

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou, nessa segunda-feira (26), que o suspeito de matar a advogada e funcionária do Ministério da Educação (MEC) Letícia Sousa Curado Melo, de 26 anos, confessou outro assassinato. A segunda vítima seria Genir Pereira de Sousa, de 47 anos, que teve o corpo encontrado no dia 12 de junho.

Marinésio dos Santos Olinto, de 41 anos, cozinheiro desempregado, é considerado pelos investigadores um serial killer, como são chamados os assassinos em série. Há ainda a suspeita de que ele tenha atacado outras mulheres entre os anos 2014 e 2015. Em função disso, a PCDF reabriu inquéritos instaurados nessa época. Os processos estavam arquivados.

De acordo com a investigação, o modus operandi de Marinésio era muito frio. Com 1,60 m de altura, o acusado escolhia vítimas, de forma aleatória, com estatura maior que a dele. A polícia acredita que o maníaco cometia os crimes utilizando armas. Isso porque foi encontrada uma tesoura no veículo dele. Além disso, ele não tinha marcas de lesões no corpo, indício de que as vítimas não teriam reagido.

Pelo menos três mulheres foram à polícia e disseram ter escapado dos ataques de Marinésio, após aceitarem embarcar no carro dele. Entre as vítimas, estão duas irmãs que foram atacadas pelo serial killer no sábado (24/08), na Rodoviária de Planaltina, Distrito Federal, menos de 24 horas após o assassinato da colaboradora do MEC. As jovens contaram que saíam de uma festa na madrugada quando o homem ofereceu uma carona. As mulheres, de 18 e 21 anos, disseram que Marinésio mudou o trajeto no caminho para a casa delas e que foram assediadas. Elas conseguiram fugir.

Outra vítima, uma adolescente de 17 anos, procurou a polícia na companhia da mãe após reconhecer Marinésio. A jovem contou ter sido estuprada por ele em 1º de abril. Ela disse ainda que, após a violência sexual, ele tentou asfixiá-la. A garota já havia registrado ocorrência da violência sexual em julho. Na manhã desta terça-feira (27), compareceu à unidade policial para identificá-lo.

Caso Letícia

A advogada Letícia Sousa Curado Melo estava desaparecida desde sexta-feira (23), quando saiu para o trabalho. Funcionária do Ministério da Educação (MEC) e moradora de Planaltina, ela foi vista em câmeras de segurança entrando em uma caminhonete que pertence a Marinésio dos Santos Olinto.

O homem, segundo a Polícia Civil, confessou o crime. Ele disse que ofereceu carona à advogada e matou Letícia porque ela se recusou a manter relações sexuais. Marinésio levou os policiais até o local onde estava o corpo e contou que enforcou a vítima.

Letícia tinha 26 anos, era casada e tinha um filho de 3 anos. 

Matérias Relacionadas