Celular de pastor assassinado em Niterói sai de grupos do WhatsApp
Retirada foi festa nesta segunda, mais de dois meses após o crime

Mais de dois meses após o assassinato do pastor Anderson do Carmo, marido da deputada federal Flordelis, na residência do casal, em Niterói, novas informações vão surgindo e deixando o caso mais misterioso. A polícia descobriu que o número do celular da vítima saiu dos grupos de WhatsApp na tarde desta segunda-feira (26).
Anderson do Carmo foi morto a tiros na madrugada do dia 16 de junho, na casa da família, em Pendotiba. O celular dele nunca foi encontrado pela Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG), responsável pelas investigações sobre o crime. Na data do crime, Flordelis se comprometeu a entregar o aparelho à polícia. Dias depois, ela afirmou aos policias que não tinha mais notícias do paradeiro do telefone. Os depoimentos de dois filhos da deputada, no entanto, contradizem a versão dela sobre o celular.
Através de sua Assessoria de Imprensa, Flordelis informou que o número de celular de Anderson foi desabilitado "por causa do custo". Um número de celular, ao ser desativado pelos seus antigos donos, é revendido pelas operadoras de telefonia. Em seu depoimento dado à polícia no dia 24 de julho, um dos filhos adotivos de Flordelis, Wagner Andrade Pimenta, o pastor e vereador de São Gonçalo conhecido como Misael, relatou aos investigadores que esteve com a mãe três dias antes, na casa da família, em Pendotiba. Segundo Misael, durante uma reunião no quarto da mãe, ela escreveu em um caderno os dizeres “Nós quebramos o celular do Niel e jogamos na ponte Rio-Niterói”. Niel era o apelido de Anderson na família.
A Polícia Civil concluiu a primeira fase das investigações da morte do pastor no último dia 14. Dois filhos de Flordelis - Flávio dos Santos Rodrigues e Lucas Cézar dos Santos - foram indiciados pelo crime. Flávio é acusado de ter atirado contra a vítima e Lucas, de ter ajudado o irmão a comprar a arma do crime. A DH abriu um novo inquérito para investigar a participação de outras pessoas da família no crime.