Interrogatório de réus pela morte de músico no Rio é adiado
Carro de músico foi fuzilado por cerca de 80 tiros por homens do Exército, em abril deste ano

A audiência na Justiça Militar Federal que ouviria os 12 réus no caso da morte do músico Evaldo Rosa nesta terça-feira (27), precisou ser adiada para outubro.
O motivo foi que a sessão desta segunda (26), quando estavam marcados os depoimentos das testemunhas de defesa, precisou ser suspensa após uma discussão.
Desta forma, a juíza também remarcou o interrogatório dos doze militares acusados do crime, que serão ouvidos individualmente.
Um tenente da Polícia Militar que faz operação na área do crime, em Guadalupe, chegou a ser ouvido como testemunha de defesa. Além dele, também seriam ouvidos militares da PM de uma guarnição que aparece no vídeo no momento da ação de socorro às vítimas.
Porém, um soldado PM disse na audiência que não era daquela guarnição. Houve discussão entre acusação e defesa e a juíza deu um prazo de cinco dias para que a defesa apresentasse os nomes dos PMs que irão testemunhar.
Como os réus não podem ser ouvidos antes de todas as testemunhas, a juíza também adiou os depoimentos dos doze militares para o início de outubro.
Relembre o caso
A Justiça Militar aceitou a denúncia do Ministério Público Militar (MPM) no dia 11 de maio e transformou em réus os 12 integrantes do Exército no caso do carro em Guadalupe. Um segundo-tenente, um terceiro-sargento, dois cabos e oito soldados vão responder por homicídio qualificado, tentativa qualificada e omissão de socorro.
De acordo com o Ministério Público Militar, os militares buscavam autores de um roubo e dispararam contra o carro onde estava o músico Evaldo, um Ford Ka branco. O sogro do músico foi ferido na ação, enquanto sua mulher, seu filho e uma amiga que também estavam no veículo não foram atingidos. O catador Luciano foi baleado ao tentar socorrer Evaldo e morreu 11 dias depois no hospital.