Família afirma que homem foi preso por engano em Niterói

Ambulante está sendo acusado de roubar uma residência

Escrito por Redação 17/07/2019 15:43, atualizado em 17/07/2019 15:32
Ambulante está sendo acusado de roubar uma residência
Ambulante está sendo acusado de roubar uma residência . Foto: Luiz Nicolela


Por Alan Emiliano*

"Meu marido já está preso em Bangu há mais de um mês injustamente e nós temos que lidar com a distância e com a injustiça. Esse é o pior sentimento que já tive em toda a minha vida". A frase é de Carla de Souza, de 41 anos, que afirma com todas as letras que o seu marido, o ambulante Arilson Machado, de 45 anos, foi preso injustamente no dia 6 de junho, em Niterói, após ter sido acusado de roubo a uma residência e lesão corporal no bairro Ilha da Conceição, dois antes da sua reclusão.

"É uma sensação péssima ter duas crianças dentro de casa e não ter como explicar quando o pai delas irá retornar para dar carinho e amor para elas. Não consigo descrever os dias que estou passando, vivo chorando e pedindo que a justiça acate o nosso pedido. O meu marido foi preso injustamente e temos provas concretas disso", disse Carla, casada há 21 anos com o acusado.

Arilson, que está preso desde o dia 7 de junho na Penitenciária Lemos Brito, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, teria sido reconhecido pela proprietária da residência, uma idosa, de 84 anos, que afirmou que dois homens teriam invadido a sua casa, no dia 4 de junho, e furtado jóias e bijuterias. Entretanto, a versão da idosa contradiz a do outro rapaz, preso junto de Arilson, que diz que trabalhava ao lado do acusado no momento do crime e que os dois não possuem qualquer envolvimento com o caso.

"Nós dois nunca tivemos qualquer envolvimento com a criminalidade, somos pessoas do bem e todos que trabalham com a gente sabem disso. No dia que essa moça nos acusa de ter roubado a casa dela, estávamos trabalhando e comerciantes aqui da região podem comprovar isso", disse Alex Sandro dos Santos, de 30 anos, que foi liberado cinco horas após a sua reclusão, após a vítima afirmar que ele não tinha envolvimento com o crime.

Nas redes sociais, após a prisão, cerca de 10 ambulantes postaram que os dois estavam trabalhando no semáforo da rua Marechal Deodoro, próximo ao Guanabara, no dia e hora do crime. Arilson e Alex vendem chocolate, cabos, carregadores de celulares e bandeiras de times em dias de jogos naquele local.

O julgamento de Arilson Machado está agendado para o próximo dia 13 de agosto.

*Estagiário sob supervisão de Thiago Soares

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