Miliciano se passava por policial civil e utilizava viaturas da 71ªDP
Segundo investigações, agentes receberiam valores mensais da milícia, de até R$ 5 mil

Um dos presos na Operação Salvator, deflagrada nesta quinta-feira (4), Mayson César Fidélis Santana, estaria se passando por um agente civil, há cerca de dez anos, inclusive utilizando viaturas da 71ª DP (Itaboraí) e tendo acesso ao sistema da polícia.
O acusado foi preso juntamente de sua esposa, a advogada Tânia Monique Fael Correa, em um apartamento dentro de um condomínio de luxo em Icaraí, na Zona Sul de Niterói. Mayson também teria atuado em delegacias de Niterói e passava informações obtidas através do sistema para a sua esposa.
Segundo as investigações, Tânia estaria negociando uma "calmaria" entre os milicianos e traficantes de drogas da região. Além disso, fazia parte de um grupo de advogados que defendiam o grupo paramilitar e monitoravam ações da Delegacia de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG), com o interesse de auxiliar os milicianos nos casos de homicídios.
As corregedorias das polícias Civil e Militar informaram que irão investigar um possível envolvimento de agentes com a milícia de Itaboraí. De acordo com a investigação da DH e do Ministério Público, agentes lotados na 71ª DP (Itaboraí) e no 35º BPM (Itaboraí) receberiam valores mensais da milícia, que chegavam a cerca de R$ 5 mil.
Segundo o MP, existe um documento que comprova o pagamento dos 'salários-extras' para os agentes civis e militar com valores e nomes dos beneficiados.