Atacante Thalles, ex-Vasco, é sepultado em São Gonçalo

Diversas pessoas estavam com a camisa do Vasco

Enviado Direto da Redação

Por Myllena Vianna*


"Você tem valor, o Espírito Santo se move em você", foi essa canção que ecoou na Capela A, do Cemitério Parque Nycteroy, no Laranjal, em São Gonçalo, onde amigos e familiares do atacante Thalles Penha, de 24 anos, morto em um acidente de moto na manhã deste sábado (22), se despediram do atleta.


O velório de "BaloThalles", como era conhecido pela torcida, começou no início da tarde deste domingo (23) e reuniu cerca de 300 pessoas. Durante o cortejo, as pessoas que estavam presentes cantaram o hino do Vasco, clube de coração na infância do jogador, além de o grito da torcida vascaína "Casaca".


A mãe do atleta Guiomar Barbosa, visivelmente abalada, foi amparada por outras pessoas que estavam no local.  "Meu filho representava tudo na minha vida, ele fará muita falta! Ele era tudo para mim", afirmou.


Diversas pessoas estavam com a camisa do Vasco e a camisa de um clube amador criado por Thalles, chamado de 'Os Levados'. 


"Era muito bom de coração. Quem fala coisas ruins dele, é que não o conheciam verdadeiramente. Não tenho palavras para descrever a dor  que foi perder um amigo", disse um dos integrantes do time  gonçalense "Os Levados", que disputa competições na região.


O sepultamento foi marcado também pela presença de jogadores do Vasco e dirigentes do clube, além do atual técnico da Ponte Preta, clube que Thalles estava por empréstimo por uma temporada, Jorginho.

"Conversávamos muito, convivemos por 1 ano e 8 meses, tanto no Vasco quanto na Ponte. Nesse episódio, temos como lição o quanto é importante amar as pessoas que estão ao nosso redor. As coisas passam muito rápido. O que fica, agora, são as lembranças, os momentos, as alegrias que ele trouxe também ao Vasco, como os dois gols contra o Ceará que garantiram ao clube o acesso à série A do Campeonato Brasileiro".


Jorginho falou ainda que o atacante estava feliz com a possibilidade de voltar ao Vasco e citou os conselhos que dava ao jogador sobre as más influências.

"Falei que ele deveria se cuidar e não perder a oportunidade, ele estava feliz com essa possibilidade. Havia pessoas que o puxavam para as coisas boas e pessoas que o puxavam para coisas ruins. Eu tentava diversas vezes conversar com ele sobre essas razões e sobre o futuro dele. A morte não tem idade e temos que aproveitar todos os momentos e fazer sempre nosso melhor", concluiu.


*Estagiária sob supervisão de Marcela Freitas 

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