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Pastor morto em Niterói pode ter sido vítima de plano de morte em família

Depoimento de filho coloca deputada Flordelis e outros irmãos como suspeitos

relogio min de leitura | Redação 20 de junho de 2019 - 22:10
Deputada Flordelis passa condição de suspeita
Deputada Flordelis passa condição de suspeita -

Novas informações sobre as investigações do assassinato, a tiros, do pastor Anderson do Carmo, marido da deputada federal do PSD e cantora gospel Flordelis, no último fim de semana, em Niterói, caíram como 'uma bomba' nos meios religiosos e políticos na região. O depoimento de um dos filhos do casal pode dar novos rumos ao caso na Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG). A oitiva do rapaz, não identificado pela polícia, aponta para a possibilidade de que o crime tenha sido cometido em família: a mãe e outras três irmãs podem estar envolvidas, de acordo com ele.

Ele afirma que não ouviu a discussão, barulho de carro ou moto em fuga no dia do crime. Diz que encontrou o irmão Flávio ao lado de Anderson, que já estava caído. Segundo ele, após o crime, sua namorada entregou o celular de Anderson para a deputada Flordelis. Ele afirma que Lucas, que agora está preso, e é apontado como um dos participantes do crime, recebeu uma proposta de R$ 10 mil de uma das irmãs para matar o pastor

Ele aponta Flordelis, três irmãs, Lucas e Flávio como suspeitos de envolvimento no crime. De acordo com ele, Flordelis disse a um de seus irmãos que "a hora de Anderson estava chegando". Ele afirma que três filhas do casal e Flordelis estariam colocando remédios na comida de Anderson, e que isso teria feito a saúde do pastor ficar comprometida. Ele conclui dizendo que o comportamento de Flordelis e dos suspeitos durante o velório de Anderson foi um teatro. 

A Polícia Civil segue em busca dos aparelhos celulares de Anderson e de Flávio, que já foram requisitados, mas estão desaparecidos. Flordelis afirma não saber onde está o telefone do marido assassinado. Na última terça-feira, pouco antes da vistoria de homens da Especializada de Niterói e São Gonçalo, objetos foram queimados no quintal da casa da família. A polícia recuperou o que havia sido incinerado para perícia, mas, o que realmente chamou atenção dos investigadores, foi a presença de um edredom com manchas de sangue num dos quartos.

Na segunda-feira, no armário de Flávio dos Santos, homens da DH encontraram uma arma que teria sido utilizada no crime. O filho biológico de Flordelis, e enteado de Anderson, assumiu à polícia que praticou o crime, e que deu seis tiros na vítima . Nesta quarta, a Justiça determinou a prisão temporário dele e do irmão, Lucas, de 18 anos, que estava internado no Degase, onde cumpria pena por crime de tráfico. 

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