Deputada federal pede justiça pela morte do seu marido
Flordelis esteve ontem na Divisão de Homicídios para tentar ver o filho preso

Por Thuany Dossares
Menos de 12 horas após a delegada Bárbara Lomba, chefe da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG), afirmar que a pistola 9mm encontrada na casa da deputada federal Flordelis (PSD) é a arma utilizada no assassinato do pastor Anderson do Carmo, a parlamentar compareceu espontaneamente à sede da delegacia, em Niterói.
Flordelis chegou por volta das 12h de ontem, acompanhada do advogado Marcelo Ramalho e de dois de seus filhos, e voltou a pedir Justiça pela morte do marido. A arma foi encontrada enquanto os policiais cumpriam um mandado de busca e apreensão na casa da família, onde aconteceu o crime, para tentar localizar o celular de Anderson.
O aparelho foi solicitado pelos investigadores logo após o crime, mas Flordelis alega que o celular sumiu. Durante as buscas, os agentes acabaram encontrando a arma num quarto que seria o de Flávio dos Santos Rodrigues, um dos suspeitos do crime, que já estava preso em cumprimento de um mandado por violência doméstica.
A pistola calibre 9mm estava enrolada em panos, em cima de um armário, e foi levada para a sede da DH, onde passou por confronto balístico com as munições arrecadas no local do crime.
“Eu não estaria falando aqui se não fosse, nós temos que ter responsabilidade. Essa é a arma. Nós achamos hoje, na casa onde aconteceu o crime, nós achamos a arma do crime”, declarou Bárbara Lomba.
Logo depois do assassinato do marido, Flordelis afirmou que não havia nenhuma arma na casa e que o crime teria sido resultado de um assalto. Na saída da DH, ao ser questionada sobre a apreensão da pistola, Flordelis disse estar surpresa. Antes de entrar no carro para ir embora, a deputada federal disse apenas querer Justiça pela morte do marido.
“Foi uma surpresa para mim. Foi uma busca que foi feita, a polícia que encontrou, eu não sabia dessa arma. Eu não sei o que falar, só sei que o meu marido está morto. Eu quero Justiça pela morte do meu marido, seja quem for, eu quero justiça”, disse Flordelis.
A pastora foi até a delegacia para ver Flávio, o que não conseguiu. Mesmo assim, ela deixou cobertor e toalha para o filho.
A delegada Barbara Lomba esclareceu que após a apreensão da arma do crime, Flávio será ouvido mais uma vez. A chefe da DH também negou que ele ou o irmão adotivo, Lucas dos Santos, de 18 anos, tenham confessado o crime.