Prisão de ‘Goelão’ levará a polícia a tentar esclarecer outros inquéritos
Homem é um dos líderes do tráfico do Cavalão

A prisão de Anderson Rodrigues de França, o Goelão, poderá levar a Polícia a esclarecer inquéritos relativos ao tráfico de drogas em tramitação na 77ªDP (Icaraí). Goelão foi preso por policiais militares do 12ºBPM (Niterói) na manhã da última terça-feira, em uma operação para coibir o tráfico de drogas no Morro do Cavalão, em Icaraí, na Zona Sul de Niterói.
Durante ação, Goelão, apontado como o segundo homem na hierarquia do tráfico e responsável pela venda de drogas na comunidade, foi ferido e acabou preso. Com ele, os policiais apreenderam um fuzil calibre 556, além de drogas.
O acusado foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca. Depois de liberado pelos médicos, o traficante acabou atuado na 77ªDP, junto com o fuzil e o material entorpecente apreendidos, onde a ocorrência acabou registrada.
Investigações - Com a prisão, os policiais da delegacia de Icaraí farão levantamentos para tentar estabelecer se há ligações de Goelão com outros inquéritos.
De acordo com as investigações do Grupo de Atuação Especial ao Crime Organizado (Gaeco), Goelão teria sido escolhido por Reinaldo Medeiros Ignácio, o Kadá, que mesmo encarcerado em um presídio federal em Mossoró, no Rio Grande do Norte, desde 2009, continua comandando o tráfico de drogas no Cavalão.
“O poderio de Goelão é tamanho que ele exerce influência até nas campanhas políticas que são feitas por candidatos a cargos públicos no Morro do Cavalão, determinando quais são os candidatos que podem entrar na favela, por quais áreas eles podem transitar e por quanto tempo estão autorizados a permanecer na comunidade”, aponta a investigação.
Em janeiro deste ano, agentes da 77ªDP (Icaraí) prenderam Monique Pereira de Almeida, esposa de Kadá, que segundo as investigações, visitava o marido na penitenciária de Mossoró e repassava as informações do chefão do tráfico de drogas da comunidade para os demais integrantes da quadrilha do Comando Vermelho no Morro do Cavalão. Contra Monique, havia um mandado de prisão pelos crimes de associação para o tráfico de drogas, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo.