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Acusado de atrapalhar investigação no caso Marielle, Ferreirinha se entrega no Rio

No total, oito foram presos suspeitos de integrarem milícia

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 31 de maio de 2019 - 20:09
Ferreirinha confessou que estava se vingando do miliciano, que havia tomado sua central de TV a cabo clandestina em área da zona oeste do Rio
Ferreirinha confessou que estava se vingando do miliciano, que havia tomado sua central de TV a cabo clandestina em área da zona oeste do Rio -

Nesta sexta-feira (31), a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro prenderam oito pessoas suspeitas de fazer parte da milícia comandada por Orlando Oliveira de Araújo, conhecido como Orlando da Curicica. Dos oito presos, quatro são policiais.

Entre os detidos está o policial militar Rodrigo Jorge Ferreira, o Ferreirinha, que se rendeu nesta manhã, na Delegacia de Homicídios da Capital, na Barra da Tijuca. Ele é integrante da quadrilha de Orlando Curicica e foi acusado, em um inquérito da Polícia Federal, de, junto da advogada Camila Nogueira, atrapalhar as investigações sobre a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Ferreira é policial militar e chegou a ser considerado a principal testemunha do caso. Na época, o PM afirmou que Orlando Curicica e o vereador Marcello Siciliano (PHS) foram os mandantes do crime. Os dois sempre negaram as acusações.

Apesar de a Polícia Federal ter denunciado que o depoimento de Ferreirinha foi uma tentativa de atrapalhar as investigações sobre o assassinato da vereadora, o delegado Daniel Rosa, titular da DH da Capital, não afasta a hipótese de que Curicica possa ser sim um dos mandantes do crime.

O inquérito da PF, que investigou a atuação da Polícia Civil no caso Marielle, tem 600 páginas e foi encaminhado ao Grupo de Atuação Especial no Combate à Organizações Criminosas (Gaeco). Ferreirinha, segundo o Gaeco, atuou como segurança e motorista do Orlando da Curicica, que está detido em presídio federal.

Ele confessou que estava se vingando do miliciano, que havia tomado sua central de TV a cabo clandestina em área da zona oeste do Rio. O bando do miliciano, do qual Ferreirinha já foi um dos cabeças, é acusado de aterrorizar moradores e comerciantes do Terreirão (Recreio), Camorim e Parque Carioca/Jambalaya (Curicica) e Merck, Boiúna, Santa Maria, Mapuá, Lote 1000, Pau da Fome, Tancredo, Jordão e Teixeiras (Jacarepaguá).

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