Segurança suspeito de ter envolvimento com a milícia nega acusações
Investigado teme sofrer represálias

Suspeito de ter envolvimento com a milícia que atua em Itaboraí de acordo com investigações da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNISG), Ramon Samuel da Costa, de 35 anos, nega envolvimento com criminosos.
Ele foi preso no dia 22 de março, em Nova Cidade, durante seu trabalho como segurança de um mercado. No momento da abordagem, ele portava uma pistola calibre .380 que estava com a numeração raspada, e foi preso em flagrante por porte ilegal de arma. Os agentes realizaram perícias, mas constataram que a arma nunca foi usada em algum caso investigado pela delegacia.
Ramon saiu após pagar fiança, mas agora teme pela segurança de sua família. Ele declarou à nossa reportagem que mora em local de risco, onde pessoas envolvidas com a milícia costumam sofrer represálias.
“Tenho filhos na escola, eu e minha esposa somos trabalhadores. Tenho carteira assinada e sempre trabalhei. Nunca precisei entrar para o crime para botar comida na mesa”, afirma Ramon.
Questionado sobre a arma de fogo, Ramon declarou que portava para proteção dele e da família. Ele também afirma que foi acusado de envolvimento com milicianos devido à área em que trabalha ter alguns pontos dos quais a milícia deseja dominar. O celular do suspeito está em posse dos policiais, que farão uma investigação mais detalhada em busca de associações com milicianos ou facções.
“Pego ônibus todos os dias para ir para o trabalho, pois não tenho carro. Às vezes tenho só uma folga por semana. Não sei como funcionam essas milícias, mas imagino que há muito dinheiro envolvido. Somos humildes, o pouco que tenho conquistei com muito trabalho”.