‘A missão é retomar a sensação de segurança da população’ diz comandante do 12º BPM
Sylvio Guerra está a frente do batalhão desde janeiro

Por Thuany Dossares
Nascido e criado em Niterói, o tenente-coronel da Polícia Militar Sylvio Guerra, de 49 anos, encara a missão de comandar o batalhão de sua cidade. Desde o dia 15 de janeiro, o oficial está a frente do 12ºBPM (Niterói), com o lema “tolerância zero ao tráfico de drogas e a missão de retomar a sensação de segurança da população niteroiense”. Com 27 anos de corporação, essa é a terceira unidade de área do tenente-coronel, após comandar o 36ºBPM (Santo Antônio de Pádua) e 29ªBPM (Itaperuna).
O SÃO GONÇALO - O batalhão recentemente teve comandos com perfis diferentes nas últimas gestões. O que a população de Niterói e Maricá podem esperar do seu comando?
Sylvio Guerra - No meu comando, eu trato duas vertentes. Uma é você retornar a sensação de segurança para a cidade de Niterói, isso é algo extremamente importante. A outra, é o combate ao tráfico de drogas, tolerância zero. Como morador de Niterói, sei como era e como está. Antes tínhamos mais tranquilidade e liberdade de andar pelas ruas e hoje isso mudou por causa da falta da sensação de segurança. Não necessariamente terei prioridade de combate entre essas vertentes, eu entendo que elas são trabalhadas juntas.
OSG - Já que você é da cidade, qual a sua percepção, como cidadão, sobre o cenário atual da segurança pública de Niterói?
Guerra - Pelo trabalho que tem sido feito, a gente já observa um resultado positivo tanto na sensação de segurança, quanto no combate ao tráfico. Temos feito algumas modificações no policiamento. Uma das principais coisas que ajudam na sensação de segurança é o policiamento ostensivo.
OSG - Um de seus principais objetivos é o combate ao tráfico de drogas. A sua equipe tem algum criminoso em específico como alvo a ser capturado? Já fizeram a avaliação de uma área conflagrada que pode ter um policiamento ostensivo diferenciado?
Guerra - A partir do momento que é um traficante já se torna o nosso alvo. Nosso setor de inteligência já está investigando alguns criminosos em específico, mas isso será trabalhado de maneira sigilosa. Quanto às áreas, as cidades de Niterói e Maricá somam 82 comunidades e todas elas têm algum tipo de ação do tráfico, umas mais, outras menos. Mas, temos algumas áreas conhecidas historicamente como a região do Fonseca, o Complexo do Viradouro, em Santa Rosa, a Grota, em São Francisco, que são nossas prioridades.
OSG - Em Maricá, além do problema do tráfico de drogas, também existe a presença da atuação de grupos de milícia. Como você irá fazer para reprimir a ação desses criminosos?
Guerra - O nosso combate será idêntico ao de tráfico de drogas. Será incansável. Dentro de qualquer linha que for, nós iremos trabalhar, mesmo as atuações das modalidades criminosas sendo bem diferentes.
OSG - A Região Oceânica, Pendotiba e São Francisco também são locais conhecidos por ocorrências de roubos à residência e sequestros- relâmpagos. Como a sua tropa vai trabalhar para reduzir esses casos?
Guerra - Iremos trabalhar em conjunto com as delegacias da área para combater esses crimes. As delegacias têm também sua investigação e nós trocaremos informações para conseguir capturar os autores desses crimes. Já realizamos algumas operações com essa parceria que deram bons resultados e já existe planejamento para fazermos novas ações integradas.
OSG - O 12ºBPM conta atualmente com quantos agentes? O número é suficiente para garantir a segurança de duas cidades?
Guerra - Hoje contamos com 956 policiais. Mas temos o reforço de agentes com o Proeis (Programa Estadual de Integração na Segurança) e com o Niterói Presente, que nos ajudam muito e trabalham em conjunto com a unidade. Todo planejamento do Niterói Presente, por exemplo, é feito dentro do 12ºBPM para buscarmos os mesmos objetivos. Os dois programas são compostos por policiais que estão recebendo para trabalhar no que seriam suas horas vagas e esses PMs nem sempre não lotados no 12ºBPM. Temos tidos ótimos resultados.
OSG - Na Zona Sul, são recorrentes os casos de assaltos à pedestres, carros e estabelecimentos, cometidos por bandidos armados com fuzis. Qual é a estratégia montada para reprimir essas ações criminosas?
Guerra - Isso está ligado à sensação de segurança. Temos feito policiamentos na madrugada e já estamos conseguindo diminuir os registros de roubos. Mas isso é um trabalho a longo prazo e estamos há apenas um mês no comando. Mas estamos trabalhando e vamos continuar para ter resultados efetivos. Desde que assumi o comando, a tropa já apreendeu cinco fuzis durante operações de ostensividade.