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Miliciano que atua no Engenho Pequeno é preso pela Polícia Civil

Prisão aconteceu nesta quinta-feira

relogio min de leitura | Redação 22 de fevereiro de 2019 - 15:06
Prisão aconteceu nesta quinta-feira
Prisão aconteceu nesta quinta-feira -

Por Renata Sena

Na manhã de quinta-feira, José Franklin Brito Santos, de 36 anos, conhecido como Frank e apontado como integrante da milícia do Engenho Pequeno, em São Gonçalo, foi preso por agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo.

Segundo agentes da DH, Frank é integrante atuante do grupo paramilitar responsável por torturas, ameaças e cobranças indevidas a moradores e comerciantes do Engenho Pequeno,

Contra ele, a polícia cumpriu um mandado de prisão preventiva. Conforme a polícia, o grupo de milicianos foi desarticulado na Operação Gerais, que capturou vários criminosos, em setembro passado.

Operação Gerais - Cem mil reais por mês e mais de cinquenta homicídios. Esse seria o lucro e o número de execuções ordenadas e realizadas pelos integrantes dos dois grupos de milicianos que atuam em São Gonçalo e foram alvos de prisão da Operação Gerais, em setembro, articulada por agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo.

A ação contou com apoio do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), e da Corregedoria da Polícia Militar. O grupo de milicianos que atua em Maricá, e é controlado por um PM, também foi desarticulado.

Durante a ação, a polícia cumpriu 18 mandados de prisão preventiva, sendo três dos acusados também presos em flagrante. A polícia também cumpriu 52 mandados de busca e apreensão, apreendeu dois carros clonados, dez armas, cofres, equipamentos de ‘gatonet’ e cobrança das taxas ilegais.

Os líderes das três milícias foram presos na ação. Anderson Cabral Pereira, Vulgo Sassa, já estava detido em Bangu 9, de onde continuava a controlar seu grupo através de ligações telefônicas. O líder da segunda milícia é, de acordo com a polícia, Luis Claudio Freires da Silva, vulgo Zado, que foi preso na manhã de ontem, em sua casa. E o terceiro ‘chefão’, segundo as investigações, é Wainer Teixeira Júnior, policial militar, que cumpriu prisão domiciliar pela Operação Calabar, onde dezenas de PM foram presos acusados de corrupção. Ele foi detido novamente na manhã de ontem.

O objetivo principal da operação foi desarticular as três milícias, que apesar de ter comandos distintos, possuíam integrantes com atuação em mais de uma delas, como os executores, que prestavam ‘serviço’ de matar os desafetos para os três líderes.

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