Acusados de liderar milícia são presos com pistolas em Itaboraí
Homens não resistiram à prisão

Apontados como os principais líderes do maior grupo de milicianos atuante em Itaboraí, Felipe César dos Santos, conhecido como Pietro, e Thiago de Souza Gonçalves, foram presos, na noite da última quarta-feira, durante uma ação de inteligência de agentes da 71ªDP (Itaboraí).
A ação aconteceu num posto de combustíveis, na Avenida 22 de Maio, no Centro de Itaboraí. A dupla aguardava para encontrar com a ex companheira e a filha de Pietro. “Com a investigação em andamento, conseguimos a informação de que eles iriam ter esse encontro no posto. Agimos antes da criança chegar, até para diminuir os riscos. São criminosos que não possuem hábitos de circularem pelas ruas. Então, nosso setor de inteligência foi bem preciso, por isso conseguimos realizar a captura”, contou o delegado Leonardo Macharet, titular da distrital.
No momento da ação, os acusados estavam armados, mas não tiveram tempo de tentar qualquer reação. Com eles, a polícia apreendeu duas pistolas de uso restrito, dezenas de munições e um veículo Hyndai IX35. A dupla foi presa em flagrante pelos crimes de porte de arma e integração de milícia armada.
Conforme as investigações, Pietro seria o ‘braço direito’ do chefão do grupo paramilitar, que está preso. Atualmente, ainda segundo a polícia, Pietro e Thiago que agiam nas articulações, eram as lideranças e comandavam as ações do grupo.
“Com a prisão do 01 e do 02 ao mesmo tempo, lembrando que o chefão foi preso há poucos meses pela DH, a gente acredita que o grupo terá uma certa dificuldade de se reorganizar. Pelo menos durante um período, essas prisões devem desarticular esse grupo”, contou o delegado.
Thiago, preso junto com Pietro, seria oriundo da milícia de Curicica, no bairro de Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio. Ele pode ser um elo entre os grupos criminosos, mas a questão ainda será apurada.
“Nesse momento, não temos como afirmar qual seria essa ligação. Vamos seguir com as investigações para saber qual o real vínculo sobre essas milícias. Somente avançando com a investigação, poderemos afirmar se estamos tratando com um braço da milícia do Rio”, esclareceu Macharet.
Além das investigações na 71ªDP, Pietro é investigado por agentes da Divisão de Homicídios. As armas apreendidas com eles vão passar por confronto balístico para cruzar informações sobre os homicídios que eles são apontados como autores.