Moradores de conjunto habitacional 'na linha' de tiro por causa de disputa do tráfico em SG
Viatura da PM derrubou parte do muro da área residencial do Jóquei durante tiroteio nesse sábado

Ano novo, vida velha. A frase resume bem os problemas a que estão sujeitos os moradores do conjunto habitacional 'Minha Casa, Miha Vida, do Jóquei, em São Gonçalo, por causa da violência. A exemplo do que aconteceu em dias alternados do fim do ano, traficantes da organização criminosa 'Amigos dos Amigos' (ADA), com reforço de 'soldados' de outras comunidades, tentam tomar do 'Comando Vermelho' (CV) o domínio territorial para a instalação de bocas-de-fumo na área externo do local, onde residem cerca de 5 mil pessoas.
Nos últimos dias, novos confrontos foram registrados. Segundo investigações da 75ªDP (Rio do Ouro), criminosos da ADA montam uma espécie de 'base' na comunidade da Nova Grécia e vão até o Jóquei fortemente armados para tentar expulsar os rivais do 'CV'. As tentativas no entanto, não se consumaram porque no Jóquei, os criminosos da segunda facção rival reforçaram o grupo criminoso local com 'soldados' do Complexo do Anaia e do Salgueiro, outras comunidades de SG.
Pelo menos duas pessoas já morreram desde que os confrontos começaram, em setembro do ano passado. Literalmente 'na linha' de tiro, os moradores tem tomado precauções especiais, como evitar circular durante muito tempo pelo condomínio e também evitar que crianças brinquem no local. O reforço do policiamento por parte de policiais do 7ºBPM (São Gonçalo), não tem sido suficiente para evitar os confrontos.
Acidente - Na tarde do último sábado (5), uma viatura do do 7ºBPM (São Gonçalo) se envolveu em acidente no local, durante tiroteio. O veículo, desgovernador, acabou batendo em um dos muros do lotamento, deixando um buraco na estrutura. Não houve feridos e ninguém foi preso.
Segundo investigações da polícia, o traficante Alessandro Luíz Vieira Moura, o 'Vinte Anos', da ADA, estaria liderando a tentativa de expansão do território, com apoio de criminosos do interior fluminense e da Zona Oeste do Rio. A 'base' para as invasões seria a comunidade da Nova Grécia, na região de Tribobó, comandada por ele, que deixou o sistema penitenciário após cumprir parte da condenação por tráfico de drogas no fim do ano passado e nunca mas voltou ao ser beneficiado com o regime semi aberto. Por isso, ele é considerado foragido da Justiça.