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Líderes do tráfico ‘driblam’ Exército e continuam soltos

Apesar das operações constantes, traficantes permanecem em liberdade

relogio min de leitura | Redação 29 de dezembro de 2018 - 07:58
 Apesar da intensificação das operações, os líderes permanecem em liberdade em SG, Niterói e Rio
Apesar da intensificação das operações, os líderes permanecem em liberdade em SG, Niterói e Rio -

Faltam três dias para o fim de 2018. E em termos de Segurança Pública, foi um ano de altos e baixos. Se por um lado, a intervenção do Exército no Estado do Rio, iniciada em fevereiro e com término previsto para segunda-feira, resultou em prisões e apreensões de drogas e armas, faltou colocar as chamadas ‘cerejas do bolo’ do crime no ‘pacote’. Afinal, os principais líderes do tráfico na região ainda estão foragidos e tiveram um Natal ‘de patrões’: livres, leves e soltos.

Em São Gonçalo, Thomaz Jayson Gomes Vieira, o 2N, acusado de comandar o tráfico no Complexo do Salgueiro e integrar a chamada ‘cúpula do Comando Vermelho (CV) na região, talvez tenha recebido a maior ofensiva contrária dos últimos anos, com operações quase que diárias dos militares em seus redutos. Mas pelo visto, vai chegar a 2019 longe da prisão, como Schumaker Antonácio do Rosário, o Piloto, ou F-1, seu ‘colega’ de facção do Jardim Catarina.

Em Niterói, a intervenção militar passou longe de Alessando Luiz Vieira Moura, Vinte Anos, ex-presidiário e acusado de ser um dos líderes da Amigos dos Amigos (ADA) em investidas em territórios do CV na região. Da comunidade da Nova Grécia, em SG, ele teria se associado a criminosos do Terceiro Comando Puro (TCP) em investidas nas comunidades do Buraco do Boi, no Barreto, e do Estado, no centro da antiga capital.

Pelo lado do CV, também não houve a prisão de Luciano Martiniano da Silva, atual líder da venda de drogas do Complexo do Alemão, o Pezão, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, que também virou ‘dono’ do comércio de drogas nas comunidades do Complexo do Caramujo. Se o Natal passou em branco, as prisões desses acusados seriam um bom ‘presente’ para a população em 2019. Está lançado os desafios para os novos governantes.

Chefões de SG - Apontados pela polícia como os principais traficantes em atuação em São Gonçalo, Shumaker Antonácio do Rosário, o Piloto ou F1, e Thomaz Jhayson Vieira Gomes, o 2N ou Neném, são os mais “valiosos” no Portal dos Procurados do Disque-Denúncia.

Ligados à facção Comando Vermelho (CV), os chefes da criminalidade do Jardim Catarina e Complexo do Salgueiro, respectivamente, valem R$ 30 mil e R$ 10 mil para quem passar informações a respeito de suas localizações e, com isso, ajudar a polícia a capturá-los.

Com um alto preço de recompensa, a quantidade de denúncias também não ficou por baixo, ao longo de 2018. De acordo com o Portal dos Procurados, mais de 100 pessoas ligaram para o Disque-Denúncia para darem informações de onde Schumaker ou Neném estariam escondidos.

Salgueiro - Thomaz Jhayson chegou a ser preso em 2014 por agentes da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) em uma operação para cumprir 34 mandados de prisão na comunidade do Salgueiro. Atualmente ele controla, com pulsos firmes, o tráfico do Complexo do Salgueiro, local apontado como ‘Quartel General’ da alta cúpula do Comando Vermelho.

Além de ser investigado por diversos crimes, existem mandados de prisão expedidos pela 2ª Vara Criminal de São Gonçalo por associação para a produção e tráfico e tráfico de drogas contra Neném.

Apesar da posição de ‘rei’ dentro da comunidade, o poder de 2N foi abalado quando Ricardo Severo, o Faustão da Penha ou Gordão, que é apontado como um dos ‘favoritos’ para assumir seu lugar, buscou abrigo no conjunto de favelas.

De acordo com investigações, após sair da cadeia em regime semi-aberto em 25 de abril de 2015 e não retornar, Faustão procurou abrigo no Salgueiro, para onde levou a família, e por ordens de Rabicó, chefão do pó, ganhou a proteção de ‘soldados’ crias da comunidade.

Jardim Catarina - Schumaker foi preso pela primeira vez em agosto de 2003, por cometer um assalto. Dez anos depois, ele recebeu o benefício para cumprir o restante da pena em regime semiaberto e não retornou ao Instituto Penal Edgar Costa, onde cumpria pena.

Depois disso, o traficante já foi condenado a 29 anos por crimes de homicídio e assalto a mão armada. Contra Schumacher, existem mandados de prisão em aberto, expedidos pela 4ª Vara Criminal de SG, pelos crimes de homicídio qualificado e roubo majorado.

Chefões de Niterói - Alessandro Luiz Vieira Moura, o Vinte Anos, ainda não tem o status de chefão entre a cúpula da Segurança Pública, mas entre criminosos da facção Amigos dos Amigos (ADA), Vinte Anos já é apontado como líder. E pensando em aumentar seu império, o criminoso tem orquestrado diversas invasões em SG e Niterói, com objetivo de ‘conquistar’ o controle do tráfico de drogas desses locais.

Mas, o segundo chefão do pó de Niterói, Luciano Martiniano da Silva, 41, o Pezão, já não precisa brigar pelo seu espaço. Apontado como líder do Complexo do Alemão, no Rio, é atualmente, segundo a polícia, é o responsável pelo controle do Complexo do Caramujo, e Niterói.

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