Traficantes podem ter usado técnicas de baloeiros para explodir casa em SG
Três vítimas do atentado ainda correm risco de vida em hospital

Ainda é gravíssimo o estado de saúde das três pessoas da mesma família vítimas da explosão em uma residência da Rua Renida Silva Carvalho, no Engenho do Roçado, em São Gonçalo, na tarde do último domingo (2). O casal Rafael Ferreira, de 19 anos, Myllena Oliveira, de 20, e a mãe dela, Maria Célia Campos, 48, estão internados no Hospital Estadual Alberto Torres, no Colubandê, em SG.
Investigações - Segundo investigações dos policiais da 75ªDP (Rio do Ouro), os traficantes de drogas do Engenho do Roçado, ligados ao 'Comando Vermelho' (CV), foram autores do atentado e teriam usado grande quantidade de dinamite para a explosão. o casal havia comprado a casa de um policial militar, que se mudou do local no mês passado, após ter sua identidade profissional descoberta pelos criminosos.
Rafael, Myllena e a mãe haviam ido no local no domingo e estavam no local limpando a casa. O casal preparava a mudança para consolidar o sonho da casa própria para morar juntos.
Os traficantes teriam conseguido esconder a dinamite na casa, antes de as pessoas chegarem na casa. Para detonar o explosivo, eles podem ter usado técnicas de técnicas de baloeiros quando montam cangalhas de fogos: instalando pavios que se mantém acesos quando acionados, mas demoram muito tempo para atingirem os detonadores. "É como fabricar uma bomba relógio, com técnicas rudimentar", afirmou um policial.
Os traficantes teriam cometido o atentado pensando que a casa ainda pertencia ao policial e que seria ocupada por parentes dele. A Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil esteve no local fazendo a perícia na residência para tentar avaliar a quantidade e o tipo de explosivos usados.