Perícia concluí primeira etapa de avaliações em casa destruída pelo tráfico em SG
No atentado, três pessoas de uma mesma família ficaram gravemente feridas

Equipes do Esquadrão Anti Bombas e da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil (Core) concluíram, no fim da tarde dessa segunda-feira (3), a primeira etapa da perícia de local na residência destruída por explosões supostamente orquestradas por traficantes de drogas no Engenho do Roçado, em São Gonçalo, na tarde do último domingo (2).
O trabalho de perícia destina-se a saber que tipo de explosivos foram usados para a destruição do imóvel e também tentar chegar aos autores do crime. Todas as informações serão transformadas em laudos conclusivos, que serão repassados à 75ªDP (Rio do Ouro), que centraliza as investigações sobre o caso. Tudo leva a crer que grande quantidade dinamite tenha sido usada no atentado.
Na explosão, três pessoas ficaram feridas em estado gravíssimo, sendo duas delas o casal Myllena Oliveira, de 20 anos, e Rafael Ferreira, 19, que realizavam o sonho de comprar uma casa própria para morarem juntos. Célia Campos, 48, mãe de Myllena, que ajudava na limpeza da casa, para a mudança, foi a terceira vítima atingida pelo explosivo. Todos os feridos estão no Hospital Estadual Alberto Torres (Heal), no Colubandê.
Na linha inicial de investigações, os traficantes do 'Comando Vermelho', que mantém bocas-de-fumo no local,teriam destruído o imóvel supostamente por acharem que ele ainda seria do policial militar que morou lá durante anos. Ao descobrirem a identificação profissional do PM, os traficantes teriam o ameaçado de morte. Ele então, decidiu deixar o local e negociar a residência. Segundo o soldado da PM, a casa foi vendida há quase um mês, mas a documentação ainda não tinha sido acertada.