Megaoperação contra pedofilia termina com cinco presos em Niterói
Um professor de inglês está entre os detidos

Uma operação com o objetivo de combater a pedofilia e a pornografia infantil em Niterói foi deflagrada, na manhã de ontem (22), por policiais da Delegacia de Proteção a Crianças e Adolescentes de Niterói (DPCA/Niterói). Na ação, intitulada Revelação, cinco alvos foram encontrados nos bairros de Icaraí, Sapê, Barreto e Cubango e houve também a apreensão de CPUs, HDs, celulares e pen-drives. Um professor de inglês está entre os presos.
As investigações começaram há três meses e inicialmente a delegacia identificou nove homens que armazenam e transmitem vídeos pornográficos envolvendo menores. “Temos um programa que identifica os IPs das máquinas que baixam vídeos pornográficos envolvendo crianças e adolescentes. A partir dessa identificação, oficiamos as operadoras de telefonia e conseguimos o endereço dos detentores desses IPs. Sabendo esses endereços, nós fizemos uma representação na justiça solicitando a busca e apreensão na residência dessas pessoas”, explicou o delegado Robinson Gomes, titular da DPCA/Niterói e responsável pelo caso.
A operação começou as 5h30, mas apenas cinco dos nove alvos foram localizados. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, que foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Niterói, os agentes encontraram diversos arquivos pornográficos nos dispositivos de armazenamento de três dos suspeitos, comprovando o ilícito penal da lei do estatuto da criança e do adolescente.
O que mais chamou atenção da polícia foi a quantidade de vídeos pornográficos baixados por um dos homens. Morador de Icaraí, na Zona Sul de Niterói, e professor de inglês de um curso particular, um homem de 35 anos, tinha em seu computador mais de 48 mil arquivos desse conteúdo.
“Depois dele, o que tinha mais vídeos, tinha cerca de 11 mil mídias pornográficas, o número também é alto, mas a diferença ainda é grande. Isso é uma doença”, declarou o delegado. Na casa dos outros dois alvos, a polícia não encontrou nenhum flagrante de armazenamento ou transmissão de dados pornográficos, mas mesmo assim, os suspeitos estão custodiados sob avaliação.
“Como não houve a possibilidade de autuação desses dois, iremos instaurar um inquérito e pedir uma perícia mais minuciosa ao Instituto Criminal Carlos Éboli (ICCE), para ver se a gente consegue vislumbrar algum tipo de ilícito e, posteriormente, representar ou não pelas prisões”, esclareceu Robinson Gomes.