Mais uma vítima de casal de idosos procura a delegacia em Alcântara

Mulher reconheceu o suspeito após matéria de O SÃO GONÇALO

Enviado Direto da Redação
A nova vítima reconheceu João através do jornal O SÃO GONÇALO

A nova vítima reconheceu João através do jornal O SÃO GONÇALO

Foto: Luiz Nicolela

Depois da publicação do jornal O SÃO GONÇALO sobre o casal de idosos acusado de furtar a bolsa de uma mulher no Alcântara, mais uma vítima de João Nascimento dos Santos Neto, de 78 anos, procurou a 72ª DP (Mutuá) para contar que reconheceu ele como sendo o homem que lhe roubou, no dia 28 de novembro do ano passado, após ela sacar uma quantia do banco.

A mulher de 68 anos disse que foi até uma agência bancária da Rua Feliciano Sodré retirar o 13º do marido. No local, ela estranhou João, que andava de um lado para o outro parecendo procurar onde sentar. Compadecida, ela deu lugar a ele e, após realizar o saque, ela percebeu que ele saiu com ela da agência.

Já do lado de fora, um homem baixo e negro a aguardava e disse que ela havia perdido a carteira. Mesmo com a negativa, o homem insistiu que ela ficasse com o objeto. Ela, então, prometeu entregar na delegacia do Mutuá. Logo em seguida, João apareceu e disse que a carteira era dele.

Ela tentou entregar, mas ele disse estar tão satisfeito que daria um sapato a ela, já que era dono de uma loja de calçados. O idoso a levou até um bar, onde ela deveria esperar. João saiu e voltou com um papel pardo, pediu que ela deixasse o envelope com sua esposa na retirada do sapato e, quando ela saiu do local, ele puxou a bolsa e pediu que ela deixasse para não carregar peso.

A idosa conta que achou a história estranha, mas pela idade, acabou confiando. Quando voltou, mesmo antes de chegar à loja de sapato, ela viu que eles haviam levado sua bolsa com R$ 1.468. O golpe, no entanto, não parou por aí. De posse de todos os documentos do marido dela, eles contraíram um empréstimo de mais de R$ 10 mil, que ela só conseguiu reaver parte do dinheiro após entrar na Justiça. Eles ainda teriam feito várias viagens com o “passe livre” que ela utilizava no ônibus.

“Há um ano que minha vida parou. Não saio mais sozinha e tenho medo de tudo e todos. Hoje, quando fui ler o jornal O SÃO GONÇALO e vi essa foto dele, chorei de alegria. No dia, não consegui reconhecê-lo nas fotos da delegacia. Descrevi apenas o mais novo e tive muito medo por isso. Esse homem estragou a minha vida”, disse a vítima.

Apesar de ter o reconhecido em foto, ela teve medo de formalizar o reconhecimento e voltará à delegacia em outra oportunidade para fazê-lo. Na distrital, foi constatado que João já tem passagem por corrupção ativa e furto qualificado.

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