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Pedreiro é preso após matar a esposa a pauladas em Itaboraí

relogio min de leitura | Redação 21 de abril de 2015 - 02:15

Por Thuany Dossares e Celso Brito

A doméstica Maria José Barbosa, de 29 anos, foi assassinada a pauladas, na tarde de domingo, e enterrada no quintal de casa, no bairro Ampliação, em Itaboraí. Acusado de cometer o crime, o pedreiro Cícero Antônio Rodrigues da Silva, 43 - marido da vítima - foi preso, no final da tarde de ontem, por policiais da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG), escondido na casa de um amigo.

Cícero foi preso , ontem, por agentes da DH, na casa de um amigo (Foto: Sandro Nascimento)
Cícero foi preso , ontem, por agentes da DH, na casa de um amigo (Foto: Sandro Nascimento)

De acordo com Ari Cícero Aprigio da Rocha, 19, filho de Cícero, a briga que culminou na morte de Maria teria começado no sábado, por causa de uma mensagem recebida no celular da mulher. “Eles tiveram uma discussão muito feia, no sábado à noite, por causa de mensagens no celular dela, mas acabou que eles dormiram juntos normalmente. Nunca imaginei que meu pai seria capaz de fazer isso”, comentou o jovem.

O casal, que veio do estado de Alagoas, estava junto há 19 anos. Segundo um dos filhos, há cerca de oito meses a doméstica pensou em se separar, mas Cícero se mostrou agressivo e a ameaçou matá-la.

Familiares acreditam que o pedreiro premeditou o crime, já que, momentos antes da discussão, ele cavou um buraco no quintal da casa onde a família morava, na Rua H, alegando que faria uma besteira.

O filho do casal, de 16 anos, acredita que o pai tenha matado a esposa, quando ele e seus irmãos foram ao mercado, por volta de 13h.

“Depois da briga, eles dormiram juntos e quando acordaram o clima estava normal. Quando eu e meus irmãos fomos ao mercado, deixamos a minha mãe deitada no sofá, junto com o meu pai. Quando voltamos, ela não estava mais lá. Ele estava lavando a casa e nos mandou sair dizendo que iria ter uma conversa muito séria com a minha mãe”, contou o adolescente.

Os dois filhos do casal, de 13 e 16 anos, chegaram a dormir na residência junto com o pai sem desconfiar de que a mãe estava enterrada no quintal. Para justificar a ausência da doméstica, Cícero contou que a esposa tinha ido visitar uma amiga no Rio e que ficaria por lá.

Maria José e Cícero tiveram dois filhos durante os 19 anos de relacionamento (Foto: Sandro Nascimento)
Maria José e Cícero tiveram dois filhos durante os 19 anos de relacionamento (Foto: Sandro Nascimento)

No início da manhã de ontem, o acusado foi trabalhar normalmente a ainda ligou para um dos filhos para questioná-lo se a mãe já havia voltado para casa. Desconfiado, o adolescente e o irmão mais velho seguiram para a 71ªDP (Itaboraí). Agentes da distrital foram até a residência e acionaram policiais Divisão de Homicídios. O corpo da doméstica foi encontrado dentro de um buraco no quintal do imóvel, junto com a arma do crime.

Prisão - Preso por agentes da especializada na casa de um amigo, no Centro de Niterói, Cícero confessou ter matado a esposa e tentou justificar o crime alegando que a doméstica o traía. Este foi o segundo caso de feminicídio (homicídio de mulheres em razão de gênero) na região em menos de três dias. No último sábado, Mylena da Silva Bessa, 27, foi assassinada a tiros, em Charitas, Zona Sul de Niterói. Ex-companheiro da vítima, o advogado Gutenbergue Augusto Martins Gonçalves, 62, apontado como autor do crime, é considerado foragido da justiça. O assassinato também teria sido motivado por ciúmes.

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