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MP pede arquivamento de inquérito sobre chacina no Complexo do Salgueiro

Oito pessoas morreram na ocasião

relogio min de leitura | Redação 07 de novembro de 2018 - 11:00
Dias depois do caso, moradores da comunidade fizeram manifestação na BR-101
Dias depois do caso, moradores da comunidade fizeram manifestação na BR-101 -

Prestes a completar um ano da operação policial que terminou com oito mortos no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, o Ministério Público Estadual (MP-RJ) pediu o arquivamento do inquérito que investigava as mortes. Segundo o MP, todas as linhas de investigação foram esgotadas e nada aponta para que tenha acontecido uma chacina provocada pelos agentes de segurança ou qualquer tipo de invasão de traficantes rivais aos que controlam a região.

Na época, em 11 de novembro do ano passado, agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) com apoio do Exército realizaram uma ação de reconhecimento no Complexo do Salgueiro. Ao término, oito pessoas morreram e outras três foram baleadas.

Familiares das vítimas acusaram os agentes de terem cometido a chacina, contudo, tanto os policiais quanto os soldados afirmaram que ao chegar na comunidade, ouviram barulhos de tiros e depois encontraram os corpos ao chão.

Em sua decisão, o MP afirmou que "não há indícios mínimos de que os policiais da Core/Pcerj tenham sido os autores dos homicídios encontrados, nem, tampouco, que o Complexo do Salgueiro tenha sofrido uma tentativa de invasão por parte de alguma facção criminosa justamente no horário em que as forças de segurança ali ingressavam".

No documento, o MP ainda se apoia no exame balístico, que comprova que os tiros que acertaram as vítimas não saíram das armas utilizadas pelo policiais civis. "Por fim, o laudo de confronto balístico entre os fuzis utilizados pelos policiais da Core/Pcerj e o núcleo do projétil de arma de fogo calibre 5,56 não apontou qualquer dos fuzis como aquele do qual tal projétil foi disparado.

A decisão do MP-RJ foi enviada ao Ministério Público Militar (MPM). Este órgão segue investigando um possível desvio de conduta dos militares do Exército, que em depoimentos anteriores já afirmaram que não houve nenhum disparo por parte deles na noite de 11 de novembro de 2017.

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