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Presa usava motel como clínica para aplicar silicone nas vítimas

Ela foi detida momentos antes de fazer procedimento estético clandestino numa mulher, em Niterói

relogio min de leitura | Redação 02 de novembro de 2018 - 12:29
 Dani confessou não ter formação para realizar os procedimentos
Dani confessou não ter formação para realizar os procedimentos -

Por: Marcela Freitas 

Oferecendo “solução” para melhoria da autoestima, uma falsa médica foi presa, na noite de quinta-feira, no interior de um motel, na Região Oceânica de Niterói, quando se preparava para realizar um procedimento estético nos glúteos de uma cliente.

Darley Marinho Ladaga, mulher trans conhecida como Dani, foi presa em flagrante após agentes 77ª DP (Icaraí) receberem denúncia anônima através do WhatsApp da delegacia dando conta que um procedimento estético iria ser realizado no quarto 108. 

Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a suspeita que se preparava para injetar silicone industrial nos glúteos da vítima.

Segundo a Polícia, Dani realizava os procedimentos há três anos, sem informar a seus clientes que o produto aplicado era silicone industrial. No quarto, os policiais apreenderam diversos objetos que seriam utilizados no procedimento, tais como: duas garrafas plásticas contendo silicone industrial porém adesivadas com as inscrições “Artefill; Rofil - Medical”, além de ampolas contendo o anestésico Lidocaína, luvas esteréis, seringas, agulhas, álcool em gel, algodão, esparadrapo, esmalte para unhas e cola Super Bonder.

Questionada, Dani confessou aos policiais que realizaria o procedimento denominado bioplastia. Ela disse ainda que enganava suas “clientes” afirmando que o material a ser injetado no corpo se tratava do preenchedor cutâneo Artefill, quando, na verdade, utilizava silicone industrial.

Pelo procedimento, a vítima pagaria R$ 4,3 mil, sem ter a real noção dos riscos a que estava sendo submetida.

“A própria autora confessou não possuir formação em Medicina ou Enfermagem. O material que seria utilizado coloca vidas em risco, uma vez que o silicone industrial, em sua forma líquida, não pode ser injetado no corpo humano sob risco de infecção, tromboses, entre outras complicações que podem levar até a morte do paciente”, informou a delegada Raissa Celles.

Dani foi autuada pela prática do crime de estelionato tentado, exposição a perigo e exercício ilegal da Medicina.

A Polícia Civil solicita que a população continue enviando denúncias para o telefone da delegacia, que é o (21) 96722-8152.

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