Tiro que feriu chineses no Jardim Catarina partiu da Favela da Ipuca
O caso aconteceu na manhã de segunda-feira (29)

Por Thuany Dossres
A investigação sobre o caso de dois chineses, representantes do departamento de logística de uma empresa que mantém negócios com a Petrobras, que foram vítimas de uma bala perdida durante uma visita na Estrada do Comperj, na região do Jardim Catarina, em São Gonçalo, será encaminhada para a 74ªDP (Alcântara).
O crime aconteceu no início da tarde de segunda-feira, por volta das 12h, e foi registrado inicialmente na 72ªDP (Mutuá). Até a tarde de anteontem, apenas uma vítima havia sido constatada, mas a petrolífera Kerui Método informou que dois funcionários da Shandong Kerui Petroleum Equipment Ltd foram alvejados.
Agentes da delegacia de Alcântara informaram que o tiro foi disparado por traficantes da favela da Ipuca e que já iniciaram as investigações para descobrir quem foi o responsável pelo disparo.
Através da assessoria de imprensa, a Kerui esclareceu que os chineses foram visitar a Estrada do Comperj para conhecer a via que será utilizada para desembarque de equipamentos a serem instalados na Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN), localizada em Itaboraí.
Ainda segundo a empresa privada do setor de petróleo e gás, a Van em que estavam as vítimas e outros funcionários foi atingida por uma bala, quebrando o vidro. O disparo atingiu de raspão a cabeça de um dos representantes da Shandong Kerui e estilhaços de vidro atingiram o rosto do outro representante.
Ambos foram socorridos para a Unidade Municipal de Pronto Atendimento (Umpa) de Nova Cidade e um deles precisou ser transferido para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, mas ambos receberam alta ainda na tarde de segunda-feira. A Kerui Método ainda afirmou que o caso foi reportado à matriz do grupo, na China.
Já a Petrobras esclareceu que tem contrato com a Kerui Petroleum desde março, para construção da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) ROTA-3 do Pré-Sal, localizada no Comperj. A petrolífera brasileira ainda explicou que a visita à estrada não foi nenhuma recomendação deles, já que a via não tem relação com a UPGN, e que no momento do ocorrido, não havia nenhum funcionário da Petrobras com os chineses.