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Autônomo desaparecido há três dias é encontrado morto em Itaboraí

Corpo foi localizado em um matagal na última quinta-feira

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 27 de outubro de 2018 - 08:32
Parentes e amigos de Roberto Silva fizeram seu sepultamento no Cemitério de Pacheco, em SG
Parentes e amigos de Roberto Silva fizeram seu sepultamento no Cemitério de Pacheco, em SG -

Por Renata Sena 

Desaparecido desde a manhã da última terça-feira, profissional autônomo Roberto Silva, de 48 anos, foi encontrado morto numa área de mata, em Itaboraí, na noite de quinta-feira. O sepultamento foi no início da tarde de ontem, no Cemitério Municipal do Pacheco, em São Gonçalo.

Ainda bastante abalado, o filho da vítima contou que o corpo foi localizado por um fazendeiro, depois que vários cartazes com o rosto do homem foram espalhados pela região onde a vítima foi pega por quatro criminosos armados e com os rostos cobertos.

“A gente procurou pelo local que o pegaram, mas como não encontramos nada, além do carro dele, ainda com a chave na ignição e um pé de seu chinelo, espalhamos cartazes pelo local informando o fato. Até que dois dias depois, um morador encontrou o corpo depois de ver o cartaz. O corpo estava há cerca de uns 200 metros de onde encontramos o carro. Mas como era área de mato, a gente não conseguiu ver”, contou o bombeiro hidráulico, Jefferson Mourão, de 29 anos, filho da vítima.

De acordo com dados da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo, o corpo estava na Estrada de Itapacorá, na rua do lixão, em Itaboraí.

Agentes da Divisão de Homicídios investigam o caso, mas não divulgaram a linha de investigação ou a motivação do crime. Apenas informaram que o cadáver possuía marcas de tiros.

Recordando - Casado há mais de 25 anos, Roberto trabalhou por quatro anos numa empresa como servente. Há dois anos, passou a atuar como autônomo, realizando serviços de pedreiro e de catador de garrafas pet. Na última terça-feira, ele saiu com um amigo para captar o material reciclável.

Ao chegarem no ponto conhecido como Lixão de Itaboraí, quatro homens desceram de um veículo S-10, de cor preta. “Os homens estavam dois de touca ninja e dois de máscaras de palhaço. Eles desceram falando que meu pai e o amigo eram os dois que estavam roubando peças de caminhões ali no local. Eles negaram e explicaram que estavam catando garrafas, mas os caras disseram que iam matar os dois. Meu pai entrou em luta corporal com dois homens e, aproveitando que os outros dois estavam longe, o amigo dele correu para pedir ajuda” contou o filho da vítima, que destacou que o amigo não abandonou seu pai, somente correu tentando ajuda. “Não fosse ele correr, hoje estaria os dois mortos”, disse.

Depois de fugir dos matadores, o amigo de Roberto falou com a família e foi até a delegacia de Itaboraí registrar o caso. As buscas pela vítima seguiram até o corpo ser encontrado.

Enterro - Em baixo de uma chuva fina e persistente, às 13h30, cerca de 50 amigos e familiares de Roberto seguiram em cortejo fúnebre no cemitério municipal do Pacheco.

Apesar do clima de tristeza, o filho da vítima contou que a religião ajuda a confortar. “Eu fui o primeiro da família a seguir para o evangelho e ele também seguiu depois. O que conforta é saber que ele agora está bem e descansou desse mundo”, concluiu, quando ainda estava no Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó, em São Gonçalo.

O amigo de Roberto, e única testemunha do fato, não foi localizado para comentar o crime.

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