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Cães da PM são responsáveis por apreensão de 50 toneladas de drogas em 7 anos

Polícia do Rio utiliza cães em operações desde 1955

relogio min de leitura | Redação 28 de setembro de 2018 - 09:24
Batalhão de Ações com Cães (BAC), em Olaria, no Rio, possui cerca de 70 cães, que são treinados para participarem de operações junto com os policiais militares
Batalhão de Ações com Cães (BAC), em Olaria, no Rio, possui cerca de 70 cães, que são treinados para participarem de operações junto com os policiais militares -

Por Thuany Dossares

Que ‘o cão é o melhor amigo do homem’, como diz o ditado popular, todo mundo sabe. O que poucos ainda têm conhecimento, é que eles também estão se tornando ‘o maiores inimigos dos traficantes’. Só em setembro, os cães ‘soldados’ do Batalhão de Ação com Cães (BAC) da Polícia Militar, através do seu faro, ajudaram policiais a apreenderem mais de 1,2 tonelada de drogas em São Gonçalo, que estava enterrada dentro de tonéis, numa área de mata do Complexo do Salgueiro. 

A PM do Rio utiliza cães em operações desde 1955, mas só em 2011 foi criada uma unidade exclusiva para esse tipo de policiamento, o BAC. Nesses sete anos, os ‘soldados caninos’ já auxiliaram na apreensão de mais de 50 toneladas de drogas e cerca de 500 armas. 

Atualmente, o BAC tem uma ‘tropa’ de 70 animais, que são usados não só na busca de drogas e armas durante operações de combate ao tráfico, mas também em ações de intervenção tática, controle de distúrbios civis, busca e captura de pessoas suspeitas escondidas em áreas de difícil acesso, além de patrulhamento. 

“A intervenção tática é a ocorrência com refém. No controle de distúrbios civis, são usados os cães de choque, voltados para morder. A busca e captura é parecida com o trabalho dos Bombeiros, mas lá o objetivo é a busca e salvamento de pessoas desaparecidas. No caso do BAC, se um bandido fugiu para uma área de mata, por exemplo, a gente tem um cão especialista para entrar nesse local e localizar o procurado. Mas, ao contrário do cão dos Bombeiros de dar um sinal passivo, o nosso vai atacar e morder o bandido”, explica o tenente Felipe Rodrigues, um dos responsáveis pelo adestramento e treinamento dos caninos do BAC.

As raças utilizadas pelo batalhão são pastor alemão, pastor belga de malinois, pastor holandês, rottweiler e labrador. 

“As raças de cães que utilizamos são aquelas que tiveram mais adaptabilidade à nossa realidade do Rio de Janeiro. O São Bernardo, por exemplo, é um bom cão de faro, mas é muito grande, pesado e come muito. Mas a gente entra na questão de adaptabilidade ao clima, vivemos numa região tropical e o animal pode não se adaptar a isso, fora o custo alto para se manter um cão desse”, explicou o oficial.

Batalhão de Ações com Cães (BAC), em Olaria, no Rio, possui cerca de 70 cães, que são treinados para participarem de operações junto com os policiais militares
Batalhão de Ações com Cães (BAC), em Olaria, no Rio, possui cerca de 70 cães, que são treinados para participarem de operações junto com os policiais militares |  Foto: Julio Diniz
Cães acharam 1,2 tonelada de drogas em São Gonçalo


No último dia 5, durante operação do Batalhão de Ação com Cães (BAC) no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, com apoio de militares do Exército e do 7°BPM (São Gonçalo), foi apreendida 1,2 tonelada de drogas. 

Após buscas, os entorpecentes foram encontrados pelos cães, numa área de mata, enterrados e escondidos em tonéis e sacolas plásticas. Além da droga, farta quantidade de material para endolação também foi localizada, assim como 400 munições de pistolas de calibre 9mm e 40.

Dois dias depois, no mesmo conjunto de favelas, os cães do BAC ajudaram a polícia a apreender 38 tabletes de maconha, de aproximadamente um quilo cada, e uma bola de cocaína endolada e pesando 2,5 quilos.

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