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Miliciano de São Gonçalo pagava por transferências de comparsas da cadeia

Em 'grampo', agente penitenciário pede R$ 3 mil pelo serviço

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 27 de setembro de 2018 - 06:20
Segundo a denúncia, baseada nas escutas telefônicas, mesmo preso em Bangu 9, Sassa (no detalhe) permaneceu controlando o seu grupo de milicianos
Segundo a denúncia, baseada nas escutas telefônicas, mesmo preso em Bangu 9, Sassa (no detalhe) permaneceu controlando o seu grupo de milicianos -

Três mil reais. Esse era o valor que Anderson Cabral Pereira, o Sassa, apontado como líder de uma milícia atuante em São Gonçalo e preso em Bangu, negociava com um agente público para conseguir a transferência de um de seus comparsas para um presídio de sua escolha.

A negociação foi flagrada através de escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça e realizadas por agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG). Na denúncia oferecida ao Ministério Publico do Estado do Rio de Janeiro, o esquema é detalhado.

Segundo a denúncia, baseada nas escutas telefônicas, mesmo preso em Bangu 9, Sassa permaneceu controlando seu grupo de milicianos, atuando com violência e ‘comprando’ agentes públicos, para que suas ‘vontades’ fossem cumpridas. Em um trecho da denúncia, na página 11, no parágrafo baseado em uma das escutas, o chefe da milícia negocia a transferência de um de seus comparsas para a Cadeia Pública Bandeira Stampa, Bangu 9. O criminoso estaria na Cadeia Pública Patrícia Acioli, em São Gonçalo, e seria levado para Bangu, junto ao seu chefe, depois que o pagamento fosse realizado.

Questionados, a Corregedoria da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) alegou que “fez contato com a Delegacia de Polícia Civil, responsável pelo caso, a fim de obter dados formais. Caso seja constado o fato, uma sindicância interna será aberta para apuração do mesmo”.

Recordando - Anderson Cabral Pereira, Vulgo Sassa, já estava detido em Bangu 9, de onde continuava a controlar seu grupo através de ligações telefônicas, quando teve mais um mandado de prisão cumprido, na última segunda-feira, durante a Operação Gerais, onde três grupos de milicianos que atuavam em São Gonçalo e Maricá, foram desarticulados, com 18 acusados presos. Segundo as investigações, Sassa seria responsável pelo grupo que atua nos bairros de Porto Velho, Porto Novo, Pontal e adjacências, em São Gonçalo. A milícia de Sassa, junto com a outra quadrilha desarticulada, é apontada como responsável por mais de 50 homicídios na cidade.

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