Polícia acaba com quadrilha que praticava extorsão em São Gonçalo e no Rio
Dez pessoas foram detidas na ação

Policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (Draco/IE), com apoio da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Secretaria de Segurança e da Polícia Judiciária da Força Nacional, prenderam 10 pessoas nesta segunda-feira (03) durante uma grande operação contra uma organização criminosa em São Gonçalo e na região Central do Rio.
Das prisões, nove foram através de mandados judiciais, enquanto uma aconteceu por delito em flagrante, culminando na autuação do acusado pelos crimes de organização criminosa e usura. O objetivo da operação era desarticular uma quadrilha responsável pela prática de empréstimos a juros abusivos e extorsões.
Três escritórios utilizados pelo grupo, dois localizados em São Gonçalo e um no Centro do Rio, foram vasculhados pelos agentes.
Centenas de planilhas foram apreendidas, além de telefones celulares com chamadas referentes aos empréstimos, computadores e documentos variados.
De acordo com a polícia, o grupo era formado por três núcleos principais: o primeiro realizava diretamente os empréstimos. O segundo atuava na cobrança, inicialmente através de ligações telefônicas, em que os integrantes se apresentavam como “agiotas”. Já o terceiro era formado pelos responsáveis pelos saques em caixas eletrônicos e bancos, nas contas de pessoas que sofreram a extorsão. Segundo o delegado Alexandre Herdy, titular da Draco/IE, a organização criminosa investigada atuava há pelo menos 3 anos.
"Centenas de pessoas, em vários municípios do estado, foram vítimas dessa organização criminosa. Alguns dos agiotas se identificavam como inspetores de polícia e policiais civis lotados na Corregedoria. Com a prisão desses integrantes, acreditamos que outras vítimas procurem a polícia", afirma o delegado.
Além de cobrarem valores abusivos e juros sobre juros, os investigados coagiam com grave ameaça as vítimas, seus familiares e amigos próximos, ameaçando colocar os “cobradores de rua” para irem às suas residências, a fim de retirarem pertences para quitação dos valores devidos, caso tais valores não fossem depositados nas contas bancárias, em geral fraudulentas, utilizadas pela organização.