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Polícia 'de olho' nos funks 'proibidões' patrocinados por '2N' e 'Schumaker' em SG

Festas com homens armados e venda de drogas são investigadas

relogio min de leitura | Redação 02 de setembro de 2018 - 16:39
2N
2N -

Além de tentar neutralizar as ações de traficantes de drogas da região, a polícia também faz levantamentos para acabar com os bailes funk clandestinos que acontecem em algumas comunidades de São Gonçalo. Realizados sempre nos fins de semana e regados à venda de drogas ao ar livre, sempre com a presença de criminosos fortemente armados, os encontros mobilizam centenas de pessoas. As festas, realizadas sem a autorização das autoridades, têm a contratação de artistas e grupo 'de peso' conhecidos do grande público. 


Salgueiro - Em São Gonçalo, um dos mais conhecidos bailes funks acontece no Salgueiro, patrocinado, segundo a polícia, pelo grupo liderado pelo traficante Thomas Jhayson Gomes Vieira, o '2N', acusado de monopolizar o controle da venda de drogas e roubos de carga na região. Na tentativa de prender o criminoso, em novembro de 2017, equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil e do Exército foram em uma das regiões do local conhecida como Conjunto da Marinha, mas o que deveria ser uma bem sucedida ação, terminou com a morte de sete pessoas acusadas de tráfico de drogas. A Polícia investiga se houve, ou não, execuções, hipótese denunciada por moradores. 


Alma - Nas noites de domingo, outro evento muito concorrido é o baile funk realizado no Morro da Alma, na Amendoeira. Numa festa realizada lá na noite do último dia 29, nove acusados de integrar o tráfico de drogas no Complexo da Maré, no Rio, passaram a noite no local, mas acabaram surpreendidos por policiais do 12ºBPM (Niterói), no início da manhã do dia seguinte, num dos acessos à ponte Rio-Niterói, na Alameda São Boaventura, no Fonseca, quando voltavam da noitada. Seis criminosos morreram em troca de tiros com a polícia. 


Jardim Catarina - Os bailes no Jardim Catarina, patrocinados pela quadrilha de Schumaker Antonácio do Rosário, o 'Piloto' ou 'F-1', também estão sendo monitorados pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança. A prisão de Schumaker, aliás, é uma das prioridades da polícia do Rio. Para tentar estimular as denúncias que culminem com sua localização, o Disque-denúncia aumentou de R$ 20 mil para R$ 30 mil o valor da recompensa pela sua captura. 

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