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Caça a 2N termina com dois mortos e doze presos no Salgueiro

Um fuzil e seis pistolas foram apreendidos

relogio min de leitura | Redação 30 de agosto de 2018 - 07:14
Durante a operação, foi empregada uma ‘Força-Tarefa Marítima’, que foi composta por 300 militares, 12 agentes da Polícia Federal, 2 navios e 10 embarcações, sendo 1 lancha blindada
Durante a operação, foi empregada uma ‘Força-Tarefa Marítima’, que foi composta por 300 militares, 12 agentes da Polícia Federal, 2 navios e 10 embarcações, sendo 1 lancha blindada -

Por Marcela Freitas

Em uma mega operação por mar, céu e terra, as forças de segurança, lideradas pela Intervenção Federal do Rio, com a Polícia Federal, realizou ontem (29), uma grande operação no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, e na Baía de Guanabara. A ação contou com a participação de 2.520 militares das forças armadas. O principal alvo era o chefe do tráfico de drogas da comunidade Thomaz Jhayson Vieira Gomes, o 2N ou Neném, que no entanto, não foi localizado.

Na ação, dois suspeitos morreram. Um deles resistiu à chegada dos fuzileiros navais e foi atingido durante confronto. Ele foi socorrido, mas não resistiu. A segunda morte aconteceu após um homem furar dois bloqueios feitos pelos soldados e tentar atropelar os militares em uma das vias da comunidade. Os agentes atiraram e acertaram o acusado. Ele também foi socorrido, mas morreu no hospital. No carro do rapaz, foram encontradas drogas.

No total, 12 homens foram presos, sendo que 8 deles quando tentavam fugir em uma embarcação e acabaram detidos pela lancha blindada apelidada de ‘Caveirão do Mar’. Foram apreendidos um fuzil, seis pistolas, 21 carregadores, cinco pacotes com 600 munições variadas, três coldres, quatro motocicletas, dez carros e três embarcações. Houve três ilhas vasculhadas, 3 mil revistas e checagens de antecedentes e 11 barricadas removidas. De acordo com o coronel Carlos Cinelli, porta-voz do Comando Militar do Leste, a ação tinha como objetivo cumprir mandados ligados à justiça militar e investigar denúncias a respeito de atividades criminosas.

“Essa é mais uma operação emergência. Temos dito que o que apresentará resultados consistentes para a intervenção federal não são as ações emergências, mas elas são necessárias. É preciso manter os criminosos fora de sua zona de conforto”, explicou.

Durante a operação, foi empregada uma ‘Força-Tarefa Marítima’, que foi composta por 300 militares, 12 agentes da Polícia Federal, 2 navios e 10 embarcações, sendo 1 lancha blindada
Durante a operação, foi empregada uma ‘Força-Tarefa Marítima’, que foi composta por 300 militares, 12 agentes da Polícia Federal, 2 navios e 10 embarcações, sendo 1 lancha blindada |  Foto: Alex Ramos


Ainda segundo Cinelli, devido o fato dos meios navais terem extrapolado as necessidades nessa operação, o comando conjunto solicitou uma coordenação com o Distrito Naval e, por isso, foram utilizados meios adicionais para que simultaneamente acontecesse uma operação na Baia de Guanabara visando coibir ilícitos ligados às rotas marítimas.

“Oito pessoas foram presas fruto dessa abordagem da Marinha do Brasil. E a informação que temos é que eles estavam ligados a essa movimentação de criminosos na comunidade. Logo pela manhã, foram verificadas movimentações anormais de embarcações e a Marinha fez a abordagem. Não seria possível termos esse resultado sem a participação dos meios da Marinha”, comentou o coronel.

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