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Milionário era traído pela viúva e tinha conta furtada por familiar

Investigações sobre morte de ganhador da Mega Sena revelam bastidores de família

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 27 de agosto de 2018 - 18:34
Renné e a mulher, Adriana Almeida
Renné e a mulher, Adriana Almeida -

Conhecido internacionalmente, o 'Crime da Mega Sena', como  foi chamado popularmente o caso do assassinato do milionário Renné Senna, em uma ensolarada manhã de domingo do dia 7 de janeiro de 2007, em um bar na Estrada de Lavras, em Rio Bonito, na Baixada Litorânea do Estado do Rio, guarda curiosidades pouco conhecidas do grande público. 

Depois de tomarem depoimentos de dezenas de pessoas, entre familiares, amigos, empregados, integrantes da segurança do milionário e ex-integrantes dessa equipe encarregada de 'vigiar' Renné 24 horas por dia, os policiais não apenas estabeleceram a linha de investigação que apontava a viúva, Adriana Almeida, como mandante do crime, como também descobriram histórias de traições e até furtos da conta de Renné, ganhador de R$ 52 milhões da Mega Sena, em 2005, após uma aposta de apenas R$2 em uma lotérica de Tanguá.   

Traição - A traição de Adriana, que teria motivado uma crise conjugal, levou Renné a terminar a relação e anunciar que excluiria a cabeleireira do testamento, veio à tona no fim de 2006. O amante de Adriana era um motorista de vans que fazia o itinerário entre São Gonçalo e Rio Bonito. Na agenda de telefones dele, o contato de Adriana constava como 'Égua Loura', conforme informações dos inquéritos sobre o caso, que tramitou na 119ªDP (Rio Bonito) e na Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio. 

Em seus depoimentos, Adriana, uma menina de família pobre da zona rural de Rio Bonito por quem Renné sempre nutriu uma paixão, ainda nos tempos de 'vacas magras', admite a traição, mas nega que tenha mandado matar Renné. Segundo ela, o fato de o marido ter impotência sexual, motivada por ele não ter as duas pernas - amputadas por causa de diabetes - impedia uma vida afetiva ativa plena. 

Mesmo assim, Adriana, que há dois meses, cumpre pena de 20 anos pelo crime em uma penitenciária do Rio, revela que amava Renné e jamais teria intenção de mandar matá-lo, por ele ter lhe proporcionado uma vida milionária, cercada com todo conforto e proteção.  

Furto - As investigações também apontaram outro fato curioso envolvendo um parente de Renné, que já havia trabalhado para ele. O familiar conseguiu clonar um cartão bancário dele, e mesmo não tendo mais nenhum contato com o milionário, conseguia fazer saques no valor de R$ 1 mil da conta. Para não ser descoberto, ele sempre tirava o mesmo valor, que passava quase que imperceptível no saldo milionário da conta de R$ 52 milhões, fora os rendimentos de aplicações. Os furtos só vieram à tona no decorrer de uma das vertentes das investigações que analisaram as finanças e contas bancárias do milionário.  

Entenda o caso - Renné, um modesto lavrador de Rio Bonito que ficou milionário da noite para o dia por causa do prêmio de R$ 52 milhões da Mega Sena, teria sio executado, segundo as investigações, por dois ex-seguranças dele. Um deles, mesmo longe da rotina do ex-lavrador, continuava casado com a personal trainer de Adriana, e dessa forma, teria conseguido informações privilegiadas para o plano de execução. No dia do crime, num domingo, Adriana havia saído com os dois únicos seguranças de plantão e Renné havia lhe pedido para comprar cigarros. 

Como ela demorou a voltar, o milionário decidiu deixar a fazenda no quadriciclo adaptado que usava para se locomover e foi a um bar em busca dos cigarros. Antes de sair, avisou as duas pessoas que estavam na fazenda no bairro de Lavras, onde iria. Quando Adriana voltou com os seguranças, ao invés de ir buscá-lo, preferiu levá-los para fazer compras em um supermercado. E ainda pediu uma nota fiscal, coisa que nunca fazia. 

Execução - Logo depois que ele chegou ao bar, dois motoqueiro, encapuzados o surpreenderam. O que estava no carona, o executou com tiros no rosto e peito. Era o fim para Renné. 

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