Foi permitido a prisão de centenas de pessoas acusadas de feminicídio e homicídio
A operação mobilizou cerca de cinco mil policiais em todo o país

Nesta sexta-feira (24), centenas de pessoas acusadas de feminicídio e homicídio foram presas, graças ao trabalho integrado das polícias civis de todo o país, com o apoio do Ministério da Segurança Pública (MSP), do Ministério Público e do Judiciário.
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, durante o balanço da Operação Cronos, destacou que a integração é o foco principal do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), em vigor desde junho, após a sanção da Lei n°13.675/2018. A operação mobilizou cerca de cinco mil policiais em todo o país.
“Isto é, na prática, o Sistema Único de Segurança Pública e vamos ter cada vez mais operações nacionais e sobretudo, operações integradas, no combate ao crime e buscando a segurança dos brasileiros. É isso que queremos, dar rumo à segurança pública no Brasil”, afirmou Jungmann.
O alvo principal em todas as unidades da federação são autores de homicídios e feminicídios, desde que a operação foi definida em julho, após a reunião com o ministro Raul Jungmann com o presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC), Emerson Wendt.
Em alguns estados, serão efetuadas prisões de pessoas que não cumpriram a medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.
“O que nos importa é a proteção e a garantia da vida, sobretudo combater o feminicídio, esse crime covarde e inaceitável. Todos são, mas alguns são mais graves e repulsivos, sobretudo contra mulheres”, afirmou Jungmann.
O balanço parcial, apresentado às 11h, com dados de 16 estados e do Distrito Federal mostra que 643 pessoas foram presas, 61 adolescentes e 32 armas foram apreendidos.
“Esse é o trabalho prioritário das polícias civis que têm procurado, nessa parte operacional, mostrar para a sociedade brasileira o quanto é importante a investigação criminal e o quanto ela pode ser efetiva no combate à criminalidade”, afirmou Wendt.