Guerra do tráfico deixa dois mortos e fecha escolas e postos de saúde em Angra dos Reis
Bope deverá permanecer na cidade durante o fim de semana

A onda de violência provocada por uma disputa de territórios envolvendo duas facções de traficantes de drogas vem gerando pânico na população e deixando as autoridades em alerta em Angra dos Reis, no litoral Sul do Estado do Rio. Cerca de dois mil alunos ficaram sem aulas em diferentes bairros e ônibus também foram atacados e incendiados.
Algumas unidades de saúde também não funcionaram. Em estado de calamidade, a Prefeitura local pediu ajuda às autoridades de Segurança. Desde quarta-feira, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM atua no município. Além de dois policiais feridos, os confrontos também deixaram dois acusados de tráfico mortos.
Segundo a Prefeitura de Angra dos Reis, duas escolas municipais no bairro do Belém e uma em Campo Belo não abriram. Também não funcionaram duas creches na região da Japuiba. De acordo com o município, as unidades de saúde do Belém, Areal, Banqueta, Gamboa e Campo Belo não funcionaram na manhã de hoje (24.08).
A Polícia Militar informou, por meio de nota, que o Batalhão de Operações Especiais (Bope) apreendeu dois fuzis, e duas pessoas morreram durante a operação. O Bope atua em Angra desde quarta-feira, dia em que o prefeito da cidade, Fernando Jordão, se reuniu com o secretário estadual de segurança, Richard Nunes, para pedir ajuda no combate ao crime organizado.
No último dia 21, Jordão decretou estado de calamidade pública por causa da atuação de quadrilhas ligadas ao tráfico de drogas. O Bope deverá permanecer na cidade no fim de semana.