Viúva presa por morte de milionário em Rio Bonito fica sem direito à herança
Justiça determina que só filha e irmãos tem direito a benefícios

Presa há dois meses sob acusação do assassinato do ex-marido, o milionário Renné Senna, ganhador de R$ 52 milhões da Megasena, em 2003, a cabeleireira Adriana Almeida sofreu mais um revés. A Justiça do Estado do Rio negou o recurso impetrado por seus advogados contra a decisão que anulou o testamento deixado pelo milionário. E com isso, ela permanece sem direito a herança a que teria direito.
Além do pedido dos advogados de Adriana, havia também solicitações no mesmo sentido dos advogados de Renata Senna, filha de Renné, contra a decisão que tornou sem efeito o testamento feito por Renne, antes de ele ser morto, em janeiro de 2007, em Rio Bonito, perto da fazenda onde morava com Adriana, no distrito de Lavras. A decisão mantém outra sentença, de fevereiro deste ano, que beneficia também os irmãos de René, que haviam sido excluídos do documento redigido pelo milionário. Assim, apenas a filha e os irmão tem direito à herança.
Foragida - Adriana foi presa por policiais civis, no último dia 21 de junho, em Tanguá, em uma casa humilde onde estava escondida, enquanto seus advogados tentavam conseguir um habeas corpus para que ela pudesse responder em liberdade o processo que a condenou a 20 de prisão pela morte de Renné. ela procurava levar uma vida simples, sem o luxo e ostentação dos tempos que vivia com o milionário. Seus cabelos estavam sem pintura e ela não se dedicava mais às sessões de musculação. Adriana se encontra em uma penitenciária do Grande Rio.
O crime - René foi assassinado em 7 de janeiro de 2007, dois anos após ter ganho o prêmio de R$ 52 milhões. Ele estava em um bar, na Estrada de lavras, quando foi morto a tiros por dois homens, que passaram de moto e abriram fogo contra a vítima, um cadeirante. As investigações apontaram que os executores eram dois ex-seguranças de Renne, que teriam sido contratados por Adriana para o crime, após o milionário descobrir que ela o traia.
Adriana teria tomado a decisão porque temia ser exlcuída do testamento. Com a morte de Renné, ela herdaria pelo menos 30% da herança. os executores foram condenados a 18 anos de prisão, em 2009.