Imagens de câmeras podem identificar vândalos que destruíram centro espírita
Casa Ilê Axé Oyá Onira, em Niterói, foi atacada no sábado

Policiais da 78ªDP (Fonseca) já recolheram imagens de câmeras de segurança que podem ajudar a identificar quem quebrou as imagens de orixás da Casa Ilê Axé Oyá Onira, um centro espírita de candomblé, no Fonseca, na Zona Norte de Niterói, no último sábado.
Os agentes da delegacia foram até a Rua Oscar da Fonseca, endereço do terreiro, e apreenderam câmeras de monitoramento e já estão analisando as imagens para auxiliar nas investigações e elucidar o caso o quanto antes.
Um dos frequentadores da casa e filho da mãe de santo, Thiago Rodrigues, de 40 anos, contou que se sente muito triste em ver casos de intolerância religiosa.
“É uma pena ainda vermos casos como esses, é triste. Nós, de religiões de matrizes africanas, não vamos em templos de outras religiões para fazermos nenhum tipo de atentado, mesmo que não concordemos com algumas coisas, nunca atacamos ninguém. Respeitamos a todos. Cada um tem a sua religião, onde se encontra, se fortalece. Não sei qual tipo de ódio que as pessoas tem conosco”, desabafou.
Recordando - Um frequentador da Casa Ilê Axé Oyá Onira, passou em frente ao centro espírita de candomblé, na manhã do último sábado, e viu as estátuas no chão. Ele entrou em contato com a mãe de santo, que foi até o local e viu que haviam quebrado as imagens dos orixás Exu, Oxóssi e um pilão que simboliza Xangô.
“As imagens ficam numa soleira em cima da porta do centro, ficam no alto. Como não existe sinal algum de arrombamentos, acreditamos que alguém, pelo lado de fora, tenha pegado algum cabo de vassoura, ou coisa do tipo, para jogar as imagens no chão”, explicou um filho de santo. O caso foi registrado como intolerância religiosa na 78ª DP (Fonseca).