PM pode ter sido sequestrado, assassinado e carbonizado em São Gonçalo
Ainda não foi confirmado que a vítima seja o policial

Por Thuany Dossares e Flávia Godinho
Um corpo foi encontrado carbonizado dentro de um carro, no início da tarde de ontem, em Guaxindiba, São Gonçalo. A Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) investiga se a vítima seria o Cabo da PM Samuel Ribeiro da Silva, de 39 anos, lotado no Batalhão Especial Prisional (BEP).
O militar está desaparecido desde o final da tarde do último domingo, quando saiu da casa da avó de sua esposa, no Portão do Rosa, para abastecer seu carro, um Hyundai HB20 branco, por volta das 17h30, e não retornou mais. De acordo com a mulher, ela aguardava o seu retorno para buscá-la para irem à igreja. Às 22h, não conseguindo mais contato com Samuel, a família registrou seu desaparecimento no Setor de Descoberta de Paradeiros da DH.
No início da tarde de ontem, um HB 20 branco, placa KZJ-6411, foi encontrado queimado com um corpo completamente carbonizado no porta-malas, na Estrada da Comperj, em Guaxindiba. Agentes da Divisão de Homicídios foram até o local para realizar perícia técnica e disseram que devido ao estágio de carbonização não é possível afirmar que a vítima seja o cabo. No entanto, eles confirmam que o veículo pertencia ao policial.
“As investigações se iniciaram pelo Setor de Descoberta de Paradeiros ainda na noite de domingo, mas provavelmente o caso se trata de um homicídio. Ainda não temos como confirmar que o corpo seja do policial, mas tudo leva a crer que ele é a vítima, mas precisamos da identificação formal através de exames de DNA e não temos data para esses resultados. Vamos abrir uma ampla investigação para solucionar esse caso”, esclareceu o chefe de investigação da DH.
PM pode ter sido sequestrado - De acordo com informações extraoficiais da Polícia Militar, por volta das 19h de domingo, uma pessoa ligou para o 190, através de um telefone público (orelhão), para denunciar que o motorista de um HB20 branco, que passava pela Avenida Flávio Monteiro de Barros, no Boa Vista, havia sido abordado por traficantes e identificado como PM. No entanto, um oficial que estava de serviço na supervisão do 7ºBPM (São Gonçalo), teria cancelado o acionamento, alegando que a denúncia não tinha detalhes suficientes que pudessem confirmar que a vítima seria um policial. Além disso, o oficial militar ainda teria afirmado que o local se tratava de área de risco, não se tendo condições de ir ao endereço no período noturno.
Já durante a madrugada de ontem, por volta das 2h, a esposa de Samuel teria entrado em contato com a PM para informar o desaparecimento do cabo, após ele deixá-la na casa de sua avó, no Portão do Rosa, para abastecer o carro. Uma viatura chegou a ir na casa do casal, no bairro Rocha, mas não o encontrou. O local onde o militar teria sido sequestrado fica a um quilometro do endereço da avó de sua esposa. Oficial teria sido preso administrativamente por 72 horas.
Nota- A PM informou que "O oficial responsável pelo 7º BPM (São Gonçalo), na noite de domingo, 22, e madrugada de segunda-feira, 23, foi preso disciplinarmente por determinação do comandante do 4º CPA (Comando de Policiamento de Área). Esta prisão é fruto de uma averiguação sumária instaurada para apurar a circunstância do fato.