Homem é morto a tiros no dia do aniversário em São Gonçalo

O crime aconteceu na comunidade do Galão, em Neves

Escrito por Redação 23/07/2018 08:36, atualizado em 23/07/2018 06:57
Os parentes tiveram que esperar por cerca de 12 horas até que o corpo fosse removido do local
Os parentes tiveram que esperar por cerca de 12 horas até que o corpo fosse removido do local . Foto: Leonardo Ferraz

Por Renata Sena

No dia em que completou 32 anos, o auxiliar de serviços gerais, Anderson Felipe Ribeiro da Silva foi executado, com cerca de 10 tiros, na rua em que morava, na comunidade do Galão, em Neves, São Gonçalo.

Além da dor de perder o jovem no dia de seu aniversário, familiares ainda tiveram que esperar mais de 12 horas para que a polícia iniciasse o trabalho para que o corpo fosse removido do local. Embora o crime tenha acontecido por volta das 20h de sábado, o corpo de Anderson permaneceu na rua até o final da manhã de domingo.

De acordo com informações, Anderson, que era funcionário de um supermercado da região, estava bebendo com amigos num bar próximo de casa, e na hora de ir embora, passou na casa do vizinho, onde também havia uma comemoração de aniversário.

“Ele só passou lá para falar com o amigo, que também estava comemorando aniversário”, contou um familiar da vítima.

No local, Anderson foi surpreendido por dois homens armados que o retiraram da festa. Do lado de fora, na rua em que morava, cerca de 8 homens armados o aguardavam.

Depois de ser atingido por uma coronhada, a vítima foi alvejada por cerca de dez tiros. Os autores do crime desceram a rua a pé, e sem a preocupação em serem identificados.

Apesar da falta de descrição dos assassinos, a lei do silêncio imperou no local. Quando a família de Anderson chegou a cena do crime, a festa já havia acabado e não tinha ninguém que tivesse visto a ação dos criminosos.

“Quando a gente chegou já não tinha mais ninguém aqui. Só o corpo dele no chão. Nesses casos, nunca ninguém vê nada”, falou um familiar da vítima.

Anderson era conhecido no bairro como uma boa pessoa e visto como trabalhador. Familiares contaram que não imaginam o que pode ter motivado o crime.

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