‘Viúva da Mega’ foi ‘dedurada’ pela vizinhança

Adriana Senna foi condenada a 20 anos de prisão

Escrito por Redação 23/06/2018 07:59, atualizado em 23/06/2018 07:59
Casa onde Adriana passou a viver, no bairro do Bandeirantes, era alugada e tinha piscina. Ela andava de arro com insufilme nos vidros
Casa onde Adriana passou a viver, no bairro do Bandeirantes, era alugada e tinha piscina. Ela andava de arro com insufilme nos vidros . Foto: Divulgação


Por Daniela Scaffo e Sérgio Soares


Do luxo à clausura. A frase pode definir a trajetória da mulher de família pobre da Zona Rural de Rio Bonito que viveu um autêntico ‘conto de fadas’ ao casar com o milionário Renné Senna, e sofreu o revés de ser condenada há 20 anos de prisão como mandante da morte dele, ganhador de R$ 52 milhões da Mega-Sena. Depois da manutenção da condenação e da decretação da prisão preventiva, ela perdeu o direito de responder ao processo em liberdade e passou a viver na clandestinidade.


A saída encontrada para que seus advogados ganhassem tempo para conseguir um novo habeas corpus foi se esconder em Tanguá e evitar o luxo e a ostentação do passado. A residência localizada no bairro Bandeirantes, em Tanguá, onde ela foi encontrada e presa pelos agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos, estava alugada pela acusada. Segundo pessoas próximas, Adriana passou a usar roupas mais simples e descoloriu os cabelos, tentando não ser reconhecida, mas segundo a polícia, alguém na cidade a teria visto, reconhecido e denunciado.


Surpresa - A localização da acusada foi surpresa até mesmo para os moradores do bairro, que contaram que Adriana não costumava se expor. “Eu só soube que ela morava aqui quando a polícia veio para prendê-la”, contou uma mulher, que preferiu não ser identificada. A casa onde Adriana estava fica em um terreno amplo, tem piscina e é cercada por muros de alvenaria, o que garante sigilo a quem está no local.


Porém, para a polícia, o esconderijo foi revelado poucos meses após o mandado de prisão ser expedido, em abril, pela 2ª Vara Criminal de Rio Bonito. “A Polícia Civil, através da Desarme, chegou até Adriana através de troca de informações de inteligência com outros policiais. No momento em que chegamos na casa, ela não ofereceu resistência e o mandado de prisão foi cumprido”, disse o delegado André Leiras.


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