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Ex-seguranças ajudaram a ‘viúva da mega-sena’ na morte de milionário

Mulher foi capturada em Tanguá, na terça-feira

relogio min de leitura | Redação 22 de junho de 2018 - 06:57
Adriana, com fisionomia abatida anteontem, ao ser presa, e nos bons tempos com Renné, em Rio Bonito
Adriana, com fisionomia abatida anteontem, ao ser presa, e nos bons tempos com Renné, em Rio Bonito -

Uma paixão sem limites. Com essa frase, os moradores de Tomascar, na zona rural de Rio Bonito, definem o sentimento que o então lavrador Renné Senna sentia por uma menina muito cortejada naquela região chamada Adriana Almeida. Os anos se passaram até que Renne, que perdeu as duas pernas por causas de uma diabetes, como num conto de fadas, ficou milionário, em 2006, após ganhar sozinho R$ 52 milhões com uma aposta mínima de R$ 2 em uma lotérica de Tanguá. Rico, ele conseguiu conquistar Adriana, união que segundo a polícia e a Justiça, acabou provocando sua morte.

Ao condenar Adriana, a 20 anos de prisão, como mandante do crime, a Justiça se baseou em investigações feitas pela 119ªDP (Rio Bonito) e a Divisão de Homicídios da Polícia Civil, que concluiram que ela, para não perder a vida de luxo e conforto que tinha em uma fazenda ampla na região de Lavras, em Rio Bonito, teria fornecido informações para que dois ex-seguranças no Renné o executassem no fim da manhã de 7 de janeiro de 2007, num domingo.

Segundo as investigações, após descobrir que estava sendo traído, no fim de 2006, Renné teria decidido romper a união com Adriana, uma menina de família humilde de Rio Bonito, a quem chamou para viver com ele, consumando um antigo desejo. No dia do crime, ao sair da fazenda, a pretexto de visitar familiares, com os dois únicos seguranças de plantão, Adriana ouviu de Renné um pedido para comprar cigarros.

Renné ficou na residência com dois parentes de Adriana, e como ela demorou a voltar, o milionário decidiu apanhar um quadriciclo adaptado e ir sozinho ´por uma estrada de terra até um bar próximo para comprar cigarros,avisando as pessoas que estavam na casa onde havia ido. Mas quando Adriana voltou e deu pela falta de Renné, ela, ao invés de ir com os dois seguranças ao seu encontro, foi a um supermercado fazer compras. E ainda pediu nota fiscal, o que normalmente não fazia nas compras, fato que chamou a atenção dos responsáveis pelas investigações. Enquanto isso, o milionário era assassinado a tiros, por dois homens encapuzados em uma moto.

Os executores, segundo as investigações, foram dois ex-seguranças de Renné, já condenados pelo crime. Eles haviam sido dispensados em 2006, após Renné descobrir que planejavam sequestrá-lo. “Como Adriana ainda tinha ligações com eles, ajudadou a planejar crime, porque com a morte de Renné, teria herança e eles voltariam a trabalhar para ela”, afirmou um policial participante de investigações.

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