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Polícia prende acusados de aplicar golpe de falso sequestro

Bandidos atuavam de dentro do presídio Edgar Costa, em Niterói

relogio min de leitura | Redação 10 de abril de 2018 - 09:21
De acordo com as investigações, traficante Piti, do Morro do Feijão, comandou o falso sequestro de dentro do Edgar Costa
De acordo com as investigações, traficante Piti, do Morro do Feijão, comandou o falso sequestro de dentro do Edgar Costa -

Por Marcela Freitas

Policiais da 71ªDP (Itaboraí) prenderam três pessoas acusadas de aplicar golpes de falsos sequestros, de dentro do presídio Edgar Costa, em Niterói, com a colaboração de uma mulher de um dos presidiários, que estava em liberdade.

A policia chegou até os envolvidos após a prisão de uma mulher, de 36 anos, moradora do Mutuapira, em São Gonçalo, que supostamente ajudava a quadrilha.

A suspeita, que é esposa de um presidiário, de 37 anos, preso por roubo a mão armada, negou o envolvimento no crime e alegou ter caído em um golpe armado por Cleber Paganeli Cardoso, 25, o Piti, que cumpre pena na unidade, por atuar no tráfico do Morro do Feijão.

O delegado Vilson de Almeida, disse que apura agora o envolvimento de outros suspeitos no crime. Ainda segundo o delegado, a investigações foram iniciadas após o pai de uma menor de 14 anos, procurar a delegacia na última quarta-feira e anunciar seu desaparecimento seguido de sequestro.

“Os supostos sequestradores sabiam que ele havia guardado 2,3 mil para a festa de 15 anos da menina e pediam exatamente esse valor para o resgate. Após negociação o valor caiu para R$ 600. O pai da menor foi orientado a depositar o envelope vazio e foi então, que a mulher, que foi em busca da quantia acabou presa em flagrante”, explicou Vilson.

Após investigação foi verificado que ela era esposa de um presidiário do Edgar Costa, que negou também o envolvimento. Ele que estava prestes a ganhar liberdade, contou que vende hambúrguer e corta cabelos no presídio e a conta da Caixa Econômica de sua esposa era utilizada para fazer os pagamentos dos populares “fiados”.

Tendo conhecimento da conta, Piti teria pedido que o valor fosse depositado ali, mas sem falar a procedência do dinheiro. Apesar da justificativa todos foram presos e atuados por extorsão cujo a pena pode chegar a 10 anos de prisão.

Segundo o delegado, a menor que estava desaparecida retornou para casa no último sábado, após seu namorado ser detido como suspeito do sequestro.

“Vamos ouvir novamente essa menor e algumas testemunhas para saber como o grupo tinha tantos detalhes da família. A menor que estava longe de casa durante todo esse tempo contou que fugiu ao descobrir que estava grávida e ganhou abrigo na casa de uma amiga. Ela foi contatada pelo namorado que revelou que estava sendo preso. Só então ela ligou para o pai e decidiu voltar”, revelou o delegado.

Sobre o telefone encontrado com Piti o delegado informou que a delegacia da área, 76ªDP (Niterói) vai apurar a facilitação de ingresso do celular na unidade.

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