Recompensa por 'Levi do Bumba' aumenta para R$5 mil

O traficante é um dos mais procurados do estado do Rio

Escrito por Redação 28/03/2018 09:25, atualizado em 28/03/2018 09:22
Recompensa aumentou de R$ 1 mil para R$ 5 mil
Recompensa aumentou de R$ 1 mil para R$ 5 mil . Foto: Divulgação

A recompensa oferecida pelo Portal dos Procurados por informações que levem à prisão do traficante Amâncio Levi Clemente Moura, o Levi do Bumba, de 43 anos, aumentou de R$ 1 mil para R$ 5 mil. O criminoso é apontado como chefe do tráfico de drogas das comunidades do Bernardino, Morro do Bumba, Abacaxi, Coruja, Jonas Botelho, Iara e Sem Terra, em Niterói.


Ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV), Levi do Bumba é um dos traficantes mais procurados do estado, além de liderar com mãos de ferro a venda de drogas nas regiões onde controla o comércio ilegal.


Origem e investigações


Levi tem raízes no Morro do Bumba, no Viçoso Jardim, Zona Norte de Niterói, o que lhe garantiu o apelido. Em 2010, quando um forte temporal tirou a vida de 45 pessoas no local, o traficante tentou simular a própria morte, inserindo seu nome entre as vítimas, mas a policia acabou descobrindo seu plano. Ele também está entre os 76 traficantes denunciados pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, na Operação Calabar, desencadeada em junho de 2017.


Em junho de 2015, policiais da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNISG), com o apoio de outras delegacias especializadas, realizaram uma megaoperação no Complexo do Bumba com o objetivo de cumprir 17 mandados de prisão contra integrantes do "Bonde do Levi".  A operação - batizada de "São Thomé’"- foi em referência ao policial civil morto pelos criminosos do grupo de Levi


O policial foi morto no dia 22 de fevereiro, em uma das principais ruas da  região do Fonseca, em Niterói. Imagens de câmeras de segurança mostravam os bandidos tentando roubar o carro de Thiago Tomé de Deus. O policial ainda tentou atirar, mas a arma não funcionou, e ele acabou baleado. 


Segundo as investigações, a morte do policial civil ocorreu após Levi ordenar que seus comparsas roubassem um carro para retirar o corpo de uma jovem da comunidade. A adolescente, de 16 anos, foi executada após os criminosos descobrirem uma suposta traição por parte da adolescente, porque eles achavam que ela era X-9 da polícia. 


Também em 2015, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou 28 pessoas ligadas ao tráfico de drogas no Morro do Bumba. Entre os denunciados, de acordo com o MP, estavam Luiz Carlos Gomes Jardim, conhecido como Luiz Queimado, que, mesmo preso, segundo a denúncia, controla parte do crime organizado em Niterói e São Gonçalo, além de Levi do Bumba apontado como sendo um dos homens de confiança de Luiz Queimado. Além de ser um criminoso extremamente perigoso, pela forma de agir contra seus desafetos, ele é apontado como um dos maiores articuladores do CV em Niterói.  


Segundo o MP, o grupo denunciado é responsável por controlar a venda de drogas na região, além de comandar outros crimes; como roubos, homicídios e latrocínios. 


Foragido


Levi do Bumba se encontra evadido do Sistema Penitenciário, desde fevereiro de 2006, quando regrediu ao sistema semi aberto e nunca mais voltou para Instituto Edgard Costa, onde cumpria pena.


Atualmente, foi aberta uma caçada ao traficante e seus aliados, por conta de um plano de expansão do Comando Vermelho em Niterói e São Gonçalo.  Constantemente a policia realiza operações no Morro do Bumba e no Complexo do Caramujo, dois redutos controlados pela sua facção.


Investigações da Policia Civil apontam que veículos são roubados pelos traficantes do grupo de Levi e são utilizados para o transporte do material entorpecente, armas comercializadas e também para o deslocamento das lideranças. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que o número de roubos de carros em Niterói aumentou de 568 casos registrados em 2015 para 824 em 2017.


Contra Levi do Bumba, constam em diversas Varas Criminais, 20 mandados de prisão em seu nome, que foram expedidos desde 2001 até hoje, pelos crimes de latrocínio, tráfico de drogas, associação ao tráfico, homicídio qualificado, organização criminosa e roubo majorado. Constam em sua ficha criminal 13 anotações pelos mais diversos crimes, como tráfico, roubo, homicídios e associação para o tráfico.


Canais para denúncias


Quem tiver qualquer informação a respeito da localização de Levi do Bumba e de sua quadrilha, deve informar pelos seguintes canais: Whatsapp ou Telegram do Portal dos Procurados (21) 98849-6099; Central de Atendimento do Disque-Denúncia (21) 2253-1177; através do Facebook/(inbox), endereço https://www.facebook.com/procurados.org/; e pelo aplicativo Disque Denúncia RJ. 


Todas as informações recebidas estarão sendo encaminhadas para a DHNISG e também para 78ª DP (Fonseca), 77ª DP (Icaraí) e 76ª DP (Centro-Niterói).  

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