Moradores da Mangueira pedem socorro através de faixas espalhadas pelo bairro

Frases alertam sobre a insegurança do local

Escrito por Redação 17/03/2018 08:42, atualizado em 17/03/2018 08:39
>> Mais de 20 faixas foram espalhadas para alertar sobre a insegurança
>> Mais de 20 faixas foram espalhadas para alertar sobre a insegurança . Foto: Luiz Nicolela



Moradores, pedestres e comerciantes da Mangueira, em São Gonçalo, têm sido alvos de constantes assaltos nas ruas da localidade. Para chamar a atenção das autoridades, para a falta de segurança, eles espalharam faixas pedindo socorro, pelo bairro.



Moradores da Travessa das Flores, Rua Joaquim de Almeida, Ademar Costa e adjacentes, criaram um grupo no WhatsApp para se comunicarem entre si e alertarem uns aos outros sobre os riscos de assaltos. O grupo começou com quatro amigas e já conta com mais de 146 membros. 



“O objetivo é unir os moradores por mais segurança no bairro, já que nunca tínhamos visto nada disso antes. Está um absurdo. Na semana passada roubaram até a muleta de uma idosa.  Além disso, um funcionário da companhia de coleta de lixo também foi assaltado. E de fuzil,” desabafou uma moradora.



Cerca de 20 faixas foram espalhadas pelos moradores em todas as ruas que cortam a Travessa das Flores, para tentar diminuir o índice de assaltos, e a iniciativa ganhou destaque através das redes sociais. 
Mesmo próximo a um colégio tradicional da região, onde estudam crianças pequenas, os criminosos não se sentem inibidos em agir.


Segundo relatos, dezenas de veículos já foram roubados enquanto responsáveis deixavam e buscavam os filhos na escola. Além disso, alguns comerciantes já foram assaltados inúmeras vezes. “Eles já fizeram arrastão atémnum salão de beleza, roubando clientes e funcionários”, contou um comerciante.



De acordo com o comandante do 7ºBPM (São Gonçalo), tenente-coronel Marcos Lima, o índice de assaltos de rua na região é baixo, sendo registrados dois casos mês de janeiro. Mas, ele garantiu que o policiamento foi reforçado no local. “Solicitamos a ajuda da população, para nos subsidiar com dados que possam enriquecer e tornar mais eficiente nosso patrulhamento ostensivo no local”, disse. 



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