Professor é assaltado durante operação do Exército em Niterói

Caso aconteceu a cerca de 50 metros de uma tropa do Exercíto

Escrito por Redação 16/03/2018 07:54, atualizado em 16/03/2018 07:51
Mesmo com todo aparato das Forças Armadas e o cerco às comunidades de Santa Rosa, um professor foi assaltado a cerca de 100 metros de onde os soldados realizavam a operação
Mesmo com todo aparato das Forças Armadas e o cerco às comunidades de Santa Rosa, um professor foi assaltado a cerca de 100 metros de onde os soldados realizavam a operação . Foto: Julio Diniz

Por Thuany Dossares

Enquanto 580 homens das das Forças Armadas e 90 policiais do 12ºBPM (Niterói) realizavam uma mega operação no Complexo da Viradouro e na Rua Mário Vianna, em Santa Rosa, a cerca de 50 metros dos militares do Exército, um professor de Português era assaltado quando seguia para o trabalho, na manhã de ontem.

Armados de fuzis, pistolas, e utilizando blindados e até um helicóptero, a tropa das Forças Armadas chegou ainda de madrugada e restringiu o trânsito na Rua Mário Vianna com barreiras, na primeira operação da intervenção militar do Governo Federal em Niterói. O trânsito ficou complicado e muitos trabalhadores acabaram chegando atrasado ao serviço, com o engarrafamento, no sentido Niterói se estendendo da descidada Estrada da Garganta até à Estrada Caetano Monteiro, na altura da Pestalozzi.

Enquanto soldados paravam carros e revistavam motoristas na altura do número 600 da Rua Mário Vianna, por volta de 9h30, na altura do número 479 da mesma via, o professor de português, de 26 anos, que dá aulas num colégio particular da região, era rendido e assaltado.

“Assim que desci do ônibus um garoto, que deve ter a idade dos meus alunos, uns 16 anos, puxou minha carteira do bolso. Quando me virei, ele levantou uma faca e gritou ‘não vem não’. Não fiz nada, claro, nem pensei em reagir. Mas tudo isso aconteceu depois que passei por vários militares numa operação gigantesca para coibir a violência”, narrou a vítima.

Apesar de todo aparato, não houve troca de tiros, ninguém foi preso e nenhuma droga foi apreendida, e nada foi apresentado na central de flagrantes da 77ªDP (Icaraí). Por volta de 14h os militares já haviam ido embora e a venda de drogas voltou a funcionar nas bocas de fumo ao longo da Rua Mário Vianna.

“A intervenção é uma estratégia política para tapar algumas coisas, abafar outras, mas não acredito que resolva a violência. Acabamos de ver, não resolveu nada. Cadê minha segurança?”, questionou o professor.

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