Homem é executado pelo tráfico após matar vizinho em bar em São Gonçalo
Crimes aconteceram entre os bairros do Pita e Engenho Pequeno

Por Renata Sena
Dois homens foram executados na Rua Mentor Couto, entre os bairros do Pita e Engenho Pequeno, em São Gonçalo, durante a tarde de ontem. Agentes da Divisão de Homicídios investigam a ligação entre os dois crimes.
De acordo com informações iniciais, o vigilante aposentado José Henrice Filho, conhecido como Zezinho, de 60 anos, foi morto dentro de um bar, no início da Rua Mentor Couto, no Pita, por volta das 13h. O crime teria acontecido durante uma discussão com José Roberto da Silva Guimarães, o Beto Maluco, de 48 anos, aposentado por invalidez. Durante a briga, Beto teria conseguido pegar a arma de Zezinho e atirado contra ele, que chegou a ser socorrido, mas não resistiu ao ferimento e morreu ao dar entrada no Pronto Socorro de São Gonçalo.
Ainda com a arma do crime na mão, Beto teria seguido para casa, também na Rua Mentor Couto, na altura do Engenho Pequeno. Conforme relatos de vizinhos, minutos depois homens armados invadiram a residência e mataram Beto Maluco, dentro da casa onde morava sozinho.
De acordo com a família, Beto acumulava diversas anotações criminais por agressão e tentativa de homicídio.
“Sabíamos que isso poderia acontecer a qualquer momento. Ele tomava mais de oito remédios controlados por dia. Já esfaqueou um irmão, uma namorada e até a si próprio. Uma pessoa que é capaz de esfaquear a si mesmo, é capaz de fazer qualquer coisa contra terceiros. Quando ele esfaqueou a mulher, os traficantes vieram aqui e deram dois tiros nele, um em cada perna.
Ele era doente mental de verdade, e o fato de chamarem ele de maluco deixava ele mais agressivo. Já internamos, mas nunca mudou o jeito dele”, desabafou um irmão de Beto. Ele acrescentou que na noite de segunda-feira, Beto chegou a ir com um facão até a delegacia. Mas foi desarmado e liberado.
Agentes da DH investigam a informação de que traficantes teriam matado Beto Maluco como vingança pela morte de Zezinho, que também era morador da região.
Nenhum familiar de Zezinho foi encontrado para comentar o crime.